Bárbaros!

Momentos de crise na saúde.

Voltando a tempos idos, o homem, tal qual ocorria com a "peste bubônica", que teria dizimado um terço da população então existente, teme pela vida. Desolador o cenário!

A todo instante, as redes sociais, aguçando a tristeza que de nós toma conta, mostram cidades, outrora tomadas por levas de turistas, vazias, quase que fantasmas.

No Estado do Vaticano, identificado pela constante peregrinação de fiéis, o papa Francisco, sozinho, mas com a força hercúlea dos santificados, rezou missa, emocionando a todos, independentemente dos credos que professam.

Cantam nas sacadas os italianos. As vozes, no entanto, são lúgubres, sombrias, espelham a falsa alegria, que, quem sabe, um dia, mesmo com as eivas do momento histórico, tornar-se-á real.

Une-se, quase todo o mundo, como soe acontecer, na calamidade do vírus que teima em continuar vitimizando.

E, me empenho em sublinhar o quase todo, em razão de notícias que nos trazem os periódicos, e que impõe pensar - o que tem se tornado repetitivo em meus artigos - que o ser humano é substituível, o óbito, quando acontece, simplesmente efeito colateral tolerável.

É ainda da mídia, que no Irã, o fenômeno avassalador tem causado número imenso de infecções, com as correlatas mortes delas advindas.

Indo além, explicam as edições que, impossibilitados de aquisição pelo embargo dos Estados Unidos, as máscaras e respiradores existentes no país são insuficientes para atender as demandas. Os hospitais entraram em colapso.

Narra-se ainda que, as redes sociais com ligação explícita com o governo americano, negam a permissão de seus usos para alertas à população, para que fique em casa, principal arma no combate ao invisível inimigo.

Jogo político nojento, o propiciado por aquele que, em nome da prepotência e poderio geopolítico, fecha os olhos para tais dramas, enquanto, quem sabe, às seis em ponto, mórbido sorriso no rosto, no aconchego de seu consagrado gabinete, dedica-se a relaxante "happy hour".

As eras passam, a barbárie, a idiotia e a insensibilidade permanecem.

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