A peste do medo

O pragmatismo horizontalizou a nossa fé, devemos crer somente naquilo que se baseia na lógica de ideias e atos, quando servem de solução imediata para nossos problemas. O homem da razão busca, para crer, o que é visível e palpável, sua fé objetiva está impossibilitada de verticalizar-se, indo além, pela fé subjetiva em direção ao transcendental.

A fé objetiva se desespera quando a ciência não encontra mais recursos humanos para combater o mal. Identificamos o inimigo, mas não temos a arma adequada que pode destruí-lo, isto é o antídoto, a vacina, que irá impedi-lo de nos destruir - isso gera insegurança e medo. Onde buscar o socorro? Temos mil deuses da razão para nos impedir de buscar a Deus pela fé.

Na verdade, nem nas famílias e nem na igreja houve real preocupação em ensinar, com diligência, os filhos a amar a Deus, a ler e meditar em Sua Palavra, a conhecer o canal da comunhão no qual Jesus nos leva a agradável presença do Pai Celeste. Há diferença no interior de quem crê, por ter paz e esperança, daquele que não crê e não têm nenhuma das duas.

Em sua 1ª Carta 4:18, João escreveu: "No amor não há medo antes o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormenta, logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor". Deus é o Autor e Senhor da vida, Ele a dá ou a tira no momento estabelecido por Sua vontade. Com peste ou não ninguém morre antes ou depois do tempo, Deus tem nossos dias contados, Salmo 139: 16: "... e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nenhum deles havia ainda".

Você controla a qualidade de vida, porém, não o tempo ou a quantidade de vida. Entre tantas medidas dadas por psicólogos e profissionais da saúde para evitar a peste e a crise psicológica, nenhuma delas cita a fé vertical da petição sincera a Deus que remove com segurança a peste do medo. Apesar da descrença, Pedro, em sua 1ª Carta 5:7, nos ordena: "Lançai sobre Deus toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós."

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