Replanejamento

O calendário de 2020, sob todos os aspectos, está comprometido. A instauração da quarentena na maior parte do território nacional, por conta das precauções pela disseminação do coronavírus, obrigou muita gente a ficar em casa e, por sua vez, deixar de trabalhar sem a possibilidade de garantir o sustento da família. Assim, uma das primeiras ações sensatas dos governantes foi protelar o cronograma financeiro, esticando o pagamento de taxas e impostos, com vencimento neste mês, para dar fôlego aos cidadãos. Porém, caso o isolamento social dure mais do que o previsto inicialmente, novos adiamentos terão de ser feitos, o que pode acarretar na entrada de 2021 para a quitação de compromissos deste ano. Economicamente, o quadro é delicado.

Na área da Educação, com a suspensão das aulas e férias obrigatórias para o conjunto de colaboradores, como professores e funcionários nas escolas, o ano letivo também ficou na berlinda. Ontem, o governo federal sancionou uma medida provisória para suspender a obrigatoriedade das escolas e instituições de ensino superior de cumprirem o mínimo de 200 dias letivos, conforme determina a Lei de Diretrizes e Bases (LDB), que regulamenta o tema, diante de uma perspectiva de que esse índice, tecnicamente, não será alcançado neste ano. Porém, o mínimo de 800 horas de carga total terá de ser atingido, o que poderá incluir atividades extraclasse e conteúdos on-line. A dúvida que paira é como será o aproveitamento do estudante neste ano e o que ele vai carregar de deficiências para 2021.

Outro setor amplamente prejudicado é o esportivo. O principal evento de 2020, as Olimpíadas de Tóquio, marcadas inicialmente para o mês de junho, foram transferidas para o próximo ano. Todo o cronograma de construção de instalações ficou prejudicado com a suspensão dos trabalhos no Japão. Atletas no mundo inteiro tiveram o planejamento comprometido pela interrupção de treinamentos e os resultados, em 2021, ficarão muito aquém dos esperados.

Há também quem defenda o adiamento das eleições municipais marcadas para outro. Como se pode perceber, o ano de 2020 está longe de terminar, mas até que isso ocorra, o replanejamento será fundamental em muitos setores.

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