União de forças

Desde a construção de dois hospitais de campanha na cidade de Wuhan, na China, onde iniciou o surto do coronavírus, no início deste ano, a alternativa de instalar estruturas adaptadas para o atendimento de pacientes da Covid-19, seja em estado crítico de saúde ou já no final do restabelecimento, tem sido a opção mais prática e rápida para suprir a falta de leitos hospitalares no mundo inteiro. Na China, as primeiras unidades foram concluídas em prazo recorde de dez dias, o que contribuiu decisivamente no controle da doença e na redução do número de infectados.

No Brasil, a primeira cidade que decidiu pela construção dos hospitais de campanha foi São Paulo, município onde o número de pessoas confirmadas com a doença é o mais alto do país, com praticamente 5 mil casos positivos e 339 mortes, em dados de quarta-feira passada. A primeira unidade, montada no estádio do Pacaembu com capacidade de 200 leitos de baixa complexidade, foi inaugurada no início desta semana. Também haverá uma unidade no Complexo do Anhembi, com capacidade para 2 mil pacientes, prevista para entrar em operação no dia 15 deste mês, e outra no ginásio do Ibirapuera, com 240 leitos.

Amparadas por verbas estaduais, cinco cidades do Alto Tietê já anunciaram que construirão hospitais de campanha para atuar no controle da pandemia. Em Mogi das Cruzes, a obra na Avenida Cívica com 200 leitos de baixa complexidade está bem adiantada, garante a prefeitura. O custo da estrutura, que inclui também a parte de equipamentos, será de R$ 4.905.271,58, repassados pelo Estado.

Outras cidades usarão recurso semelhante. Suzano vai ocupar a Arena com 80 leitos; Ferraz de Vasconcelos usará o Ginásio de Esporte Professor Adão Dias dos Santos para instalar 30 leitos, sendo dez de Unidade de Terapia Intensiva (UTI); Poá vai recorrer ao prédio do Centro Municipal de Especialidades (Ceme), que fica ao lado do Hospital Municipal Guido Guida, para criar 30 leitos; e Arujá ainda estuda um local para implantar 30 leitos. Não é possível calcular a força que a Covid-19 terá na região, mas as cidades estão se preparando para enfrentá-la.

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