Mães relatam dificuldades com filhos

Adriana conseguiu auxílio da família para elaborar as rotinas da filha Vitória
Adriana conseguiu auxílio da família para elaborar as rotinas da filha Vitória - FOTO: Arquivo pessoal
Desde a reabertura do comércio no Alto Tietê algumas mães estão tendo dificuldades em conciliar a vida profissional com os cuidados dos filhos, já que muitas tiveram de voltar a trabalhar e não têm onde deixar as crianças, no momento em que as escolas continuam de portas fechadas devido à pandemia.

É o caso da comerciante de uma loja de eletrônicos de Mogi das Cruzes, Andreia Oliveira, de 39 anos. Ela conta que enfrenta dificuldades em deixar seu filho, Arthur, de 7 anos, em casa durante o trabalho, pois não encontrou ninguém para ficar com o garoto. "Eu tenho de pagar uma pessoa para ficar com ele. Não tem como, para mim, levar o menino no trabalho ou deixar com alguém", comentou.

Já em relação aos estudos on-line de Arthur, Andreia disse que consegue auxiliar o garoto nas atividades passadas pela escola, mas apontou que o sistema a distância não agrada as crianças, que perdem o foco muito rápido. "Quando eu chego do serviço eu consigo ajudá-lo com alguma coisa ou outra, mas acredito que os alunos estão saindo lesados nessas aulas on-line", criticou.

A proprietária de uma loja de roupas em Guararema, Juliana Silva Martins, 35, passa pela mesma situação. No entanto, a mãe de dois filhos, Gabriel, de 12, e Davi, de 5, muitas vezes acaba levando os filhos ao trabalho, quando sua mãe não consegue ficar com os netos. "É uma preocupação muito grande levá-los comigo por causa do vírus, por isso eu sempre deixo como último recurso, mas infelizmente isso acaba acontecendo", lamentou.

Juliana também é favorável à volta das aulas presenciais, pelo menos para o filho mais velho, já que o mais novo pode correr alguns riscos de higiene. "O mais velho até sabe bem do vírus e eu tento ao máximo alertar sobre isso. Só que o mais novo ainda não consegue ter essa mesma percepção", apontou.

No caso da consultora de moda Adriana Maria da Silva Ferreira, 44, a situação não prejudicou tanto, já que a filha Vitória, 7, está seguindo rotinas elaboradas pela mãe e pela família, que simulam os horários da escola. "No meu caso foi um pouco mais fácil, porque ela consegue ficar com a família enquanto eu trabalho", explicou.

*Texto supervisionado pelo editor.

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