Bolsonaros aderem a rede social de direita

Presidente Bolsonaro negociou e concordou em abrir mão de algumas propostas
Presidente Bolsonaro negociou e concordou em abrir mão de algumas propostas - FOTO: Divulgação
A família Bolsonaro e seus seguidores são o mais novo grupo da direita global a aderir ao Parler. A rede social criada em 2018 funciona de modo quase idêntico ao Twitter, mas com uma diferença importante: menos regulação de conteúdo ofensivo. A página inicial do Parler diz que a rede é "imparcial" e com conteúdo moderado com base na Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos e na Suprema Corte daquele país, "o que permite a liberdade de expressão sem violência e a ausência de censura".

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) estreou sua conta anteontem e pediu que seus seguidores no Twitter migrem com ele para o Parler. "Siga-me no Parler! A rede social que tem como prioridade a liberdade de expressão!", publicou o senador na conta do Twitter. Em março, o Twitter apagou um post do senador, um vídeo descontextualizado no qual o médico Drauzio Varella aconselhava que população não mudasse o estilo de vida por causa do novo coronavírus. O vídeo era de janeiro, quando ainda não havia casos de Covid-19 no Brasil.

Além de Flávio, o escritor Olavo de Carvalho, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) também aderiram ao Parler nos últimos dias.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou em live semanal ontem que acredita no arquivamento de processos que correm contra sua chapa. "Acredito no arquivamento de todos os processos que estão lá", disse após citar a investigação sobre disparo de mensagens em massa por WhatsApp e divulgação de um outdoor. Ele negou que tenha patrocinado outdoors durante a campanha.

"Estou sendo julgado por vários processos pedindo a cassação da chapa. Diz que o processo mais complicado é que eu teria impulsionado zap em massa por ocasião das eleições. Qualquer processo preocupa, é um tribunal eleitoral e tem ministro que quer dar voto político", disse. (E.C.)

Deixe uma resposta

Comentários