Governo liga cloroquina à redução no contágio

Governo federal defende a indicação do remédio desde o início dos sintomas
Governo federal defende a indicação do remédio desde o início dos sintomas - FOTO: Divulgação
Sem apresentar evidências, o Ministério da Saúde disse ontem que o uso precoce de medicamentos, especialmente a cloroquina e a hidroxicloroquina, fez a pandemia perder força em alguns locais do país. Só ontem, o Brasil registrou 1.199 novas mortes e 42.907 novos casos.

No total, já são 69.254 óbitos pela doença e 1.759.103 infectados. Os dados são de levantamento conjunto feito pelos veículos de comunicação Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha de S. Paulo e UOL com as secretarias estaduais de Saúde.

"O número absoluto (de casos) segue crescendo, mas a velocidade vem diminuindo. Há evidências também de que em algumas cidades e Estados aplicou-se o tratamento medicamentoso precoce, justamente o que contribui para o decréscimo dessa curva pandêmica", disse o secretário-executivo do ministério, Elcio Franco.

O secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos, Hélio Angotti Neto, foi mais cauteloso. "Sim, há indícios, divulgados em vários lugares da internet, mas ainda não podemos afirmar de forma inequívoca que o uso de específico da cloroquina reduziu o número de casos graves no país", afirmou.

Não há estudo científico que mostre benefício da cloroquina contra a Covid-19. O uso da droga tem sido defendido pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante a pandemia. Diagnosticado com a doença no início da semana, ele diz estar tomando o remédio.

Franco voltou a dizer que a orientação da Pasta deixou de ser para "ficar em casa", em caso de suspeita da Covid-19. A sugestão é buscar o médico. Segundo ele, o SUS está preparado para atender a demanda.

O Ministério da Saúde informou ainda que apenas 12% dos hospitais filantrópicos e Santas Casas receberam a sua parcela entre os R$ 2 bilhões liberados pelo governo federal por meio de lei aprovada no fim de março. Segundo Franco, Estados e municípios devem descentralizar o recurso repassado pela União.

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