Casarão da Memória só será aberto depois da pandemia

Os serviços de implantação do Casarão da Memória Antonio Marques Figueira foram finalizados e o local será aberto oficialmente após o término das medidas de isolamento social, exigidas pelos órgãos de saúde por causa da pandemia de coronavírus (Covid-19). O anúncio foi feito pelo prefeito de Suzano, Rodrigo Ashiuchi (PL), durante visita técnica realizada ontem no espaço permanente de preservação e educação patrimonial. O local fica na rua Campos Salles, 543.

Também participaram da vistoria a primeira-dama Larissa Ashiuchi; o chefe de Gabinete, Afrânio Evaristo da Silva; o presidente da Câmara Municipal, vereador Joaquim Rosa; a presidente do Conselho Municipal de Cultura, Cleide Tomioka; e integrantes da equipe da Secretaria Municipal de Cultura, como José Luiz Spitti, Geraldo Garippo e Rita Paiva. Também estiveram presentes os familiares do patrono do Casarão da Memória, como netos, bisnetos e tataranetos.

O imóvel, localizado na rua Campos Salles, no centro, foi totalmente revitalizado, com um investimento de R$ 210 mil. Passou por intervenções na infraestrutura, nos pisos e nos sistemas elétrico e hidráulico, mantendo a configuração original.

Além disso, pode ser encontrado ainda um setor de salvaguarda documental - para preservação de documentos de interesse histórico -, uma biblioteca especializada para pesquisas e uma área de apoio ao artesanato local.

Jamil Marques Figueira, que é bisneto do patrono, agradeceu pelo empenho da Prefeitura no resgatar do local. "Nossa família espera isso há cerca de 15 anos. E agora o projeto saiu do papel. Temos muito orgulho do que o casarão se transformou", disse ele, que estava acompanhado de outros familiares, como a neta do patrono Sonia Maria Marques e o também bisneto Alberto Marques Figueira.

A diretora Rita Paiva explicou que o cidadão suzanense poderá colaborar com a composição do acervo. "Pedimos para que tragam as suas histórias, sejam elas em fotos, informações, documentos e, assim, contribuir com todo o amor que temos por Suzano", ressaltou.

"O Casarão da Memória tem como missão fazer um resgate dos 71 anos de história do município. E, com isso, valorizar o processo histórico de cada colônia, personalidade e migrantes ao longo das décadas. Conhecer a nossa história é fundamental também para aprendermos com os erros do passado e sermos mais assertivos no futuro", disse Ashiuchi.

História

O ano era 1879 quando Antonio Marques Figueira, feitor de uma das turmas de trabalhadores da estrada de ferro, decidiu construir sua casa naquele vilarejo que mais tarde se transformou na cidade de Suzano. E assim ergueu um casarão, que ficou pronto no dia 22 de maio de 1885.

Ele nasceu em Figueira da Foz, Portugal, em 28 de maio de 1856, chegou ao Brasil sozinho, aos 20 anos. Trabalhou na estrada de ferro em São José dos Campos e aos 23 anos foi transferido para Suzano.

No município, trabalhou também no comércio de lenha, que vendia à ferrovia para abastecimento dos trens movidos a carvão. E, assim, foi adquirindo terras em Suzano, para extrair madeira.