Previsão é de redução de casos na semana que vem

Ciente da imprevisibilidade dos números referentes à Covid-19, o secretário municipal de Saúde, Henrique Naufel, acredita na redução considerável na quantidade de casos e óbitos pelo novo coronavírus a partir da próxima semana.

Segundo o titular da Pasta, continua a expectativa da volta ao que ele chama de "nova normalidade" em agosto, desde que mantidos os cuidados com a pandemia. "Importante aguardar o fechamento desta semana, com o comércio aberto parcialmente, para fazermos uma nova avaliação. A gente esperava uma queda de casos e óbitos pela doença, o que não ocorreu ainda. Precisamos esperar para analisar", afirmou Naufel explicando, ainda, que muitos países que já passaram pela primeira onda de infecção estão com risco ou já passando por uma segunda onda de coronavírus.

Naufel avaliou as medidas que vêm sendo tomadas pela administração municipal como certeiras e que resultaram no salvamento de várias vidas. Segundo ele, cidades do mesmo porte de Mogi, até mesmo maiores, estão passando por situações piores. "Modéstia à parte, Mogi se preparou muito bem para enfrentar a pandemia. Perdemos muitas vidas, sim, e uma vida não tem preço. Mas, também conseguimos evitar um número maior de pessoas contaminadas e mortas", informou.

Naufel assumiu a Secretaria de Saúde em 10 de março, sendo que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou pandemia no dia seguinte. El conta que, dois dias após a posse, se reuniu com o prefeito Marcus Melo (PSDB) e expôs todas as medidas que deveria ser tomadas. "Foi muito importante também a criação do Comitê Gestor do Coronavírus, que conseguiu reunir diretores de hospitais públicos e particulares. Alí, todos falaram a mesma língua", elogiou.

Passados quase quatro meses desde que assumiu, Naufel agradeceu o empenho de toda a equipe médica que vem atuando no município. É o que ele já destacou como "trabalho silencioso", pois antecipa uma situação pior antes que ela ocorra. "Mais de 2 mil pessoas passaram pelos hospitais e não tivemos reclamações. Isso se deve ao trabalho do Comitê Gestor e dos profissionais da Saúde", concluiu. (F.A.)