Saúde projeta manter hospital de campanha até fim de agosto

A Secretaria Municipal de Saúde trabalha com a expectativa da desativação do hospital de campanha, que funciona na Avenida Cívica, no final de agosto. O planejamento só poderá ser seguido se houver uma redução significativa na quantidade de internações por conta da Covid-19 no município. A informação foi passada pelo titular da Pasta, Henrique Naufel.

"Estamos acompanhando os números diariamente para tomar as medidas de acordo com o cenário atualizado. Se o número de casos e óbitos caírem, poderemos fechar antes, assim como, se for necessário, manteremos o hospital de campanha funcionando por mais tempo. Mas, a expectativa é que fique ativado até o final do mês que vem", disse o secretário, sobre a unidade que hoje atende 40 pacientes.

O Hospital de Campanha iniciou atendimento em 24 de maio, quando recebeu nove pacientes leves transferidos do Hospital Municipal de Braz Cubas. A abertura da unidade, inicialmente programada pelo Comitê Gestor do Coronavírus para 27 daquele mês, foi antecipada em função do aumento na taxa de ocupação dos leitos de enfermaria e Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

O secretário Naufel informou que todos os equipamentos adquiridos para o funcionamento da unidade provisória de saúde, como camas e respiradores, serão utilizado par suprir a demanda das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e dos Pronto Atendimentos (PAs) no atendimento da Covid-19. Além disso, boa parte destes itens serão encaminhados para a Maternidade Municipal, que segue sendo construída ao lado do Hospital Municipal de Braz Cubas, com previsão de entrega em 2022. "Tudo que a gente adquiriu não é da Organização Social (OS) que administra o hospital. São equipamentos da Prefeitura que vão ficar à disposição da Prefeitura. Faremos essa distribuição para as unidades conforme a necessidade", informou Naufel.

Nas palavras do secretário, o funcionamento do equipamento provisório de Saúde se faz necessário devido à alta quantidade de internações em UTI no município. Isso porque, uma vez que os internados nas unidades especializadas do município recebam alta, precisarão ser encaminhados para os leitos de enfermaria do Hospital de Campanha. "Não podemos pensar em fechar o hospital de campanha se não houver uma redução no número de internações no Hospital Municipal. Hoje, são 54 pessoas internadas, se esses pacientes receberem alta, não temos leitos de enfermaria para todos, por isso a importância de manter o Hospital de Campanha por enquanto".

Com 40 pessoas internadas no hospital de campanha até ontem, a capacidade total da unidade de 200 leitos de enfermaria ainda não foi testada. A unidade serve de retaguarda no atendimento para casos leves e moderados de Covid-19, recebendo pacientes encaminhados por unidades hospitalares referenciadas pela Secretaria Municipal de Saúde.

Naufel ainda disse que, atualmente, o coronavírus no município se encontra no platô do pico, ou seja, já atingiu seu auge, mas sem apresentar a esperada redução da curva. Entretanto, mesmo confiante que os números referentes à Covid-19 estejam estáveis, Naufel é cauteloso ao projetar uma melhora no quadro do município. "É como se a gente tivesse atingido o pico da doença no município e tivéssemos estabilizado nesta fase, sem novas crescentes. Mas não descarto que possamos ter aumento no número de casos. Os cuidados e atenção devem continuar", ponderou.