Governo do Estado segue sem dar informação sobre leitos

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo segue sem dar informações sobre a abertura dos 30 leitos de enfermagem e 30 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para o Hospital Doutor Arnaldo Pezzuti, localizado no distrito de Jundiapeba, prometida durante um reunião, em 19 de maio, entre o Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) o Ministério Público Federal (MPF), o secretário José Henrique Germann e o secretário-executivo Eduardo Adriano, além de outros executivos, para combater os casos de coronavírus (Covid-19) no Alto Tietê.

O prazo para a disponibilização desses leitos estava fixado em 30 de junho, junto com outras demandas voltadas à saúde da região, que assim como as 60 vagas, não foram cumpridas. O assunto já ganhou ares de lenda, uma vez que o Estado diz que nada foi prometido, porém, o Condemat afirma que o compromisso foi assumido pelo Palácio dos Bandeirantes. Uma atualização de cronograma foi pedido pelo Condemat, mas o Estado não respondeu.

Além do hospital de Mogi, pela segunda vez consecutiva em duas semanas, a promessa do Estado de abrir dez leitos de UTI e 30 de clínica médica no Hospital das Clínicas (HC) de Suzano, localizado na Vila Amorim, não se cumpriu. O novo prazo havia sido estipulado na segunda-feira passada pelo governo, mas, uma vez mais, o acordo não saiu do papel. Assim como o hospital de Mogi, a disponibilização dos leitos estava originalmente fixada em 30 de junho.

A assessoria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), que está ligado ao HC suzanense, informou "que inicia nesta semana o atendimento de pacientes Covid-19 da região. O convênio com a Secretaria de Estado da Saúde já foi assinado e está em fase final a formação das equipes para o início da ativação gradativa do serviço, começando com 20 leitos de enfermaria reservados para a doença. Os pacientes serão encaminhados pela Central de Regulação e Oferta de Serviços de Saúde (Cross)".

Apesar de também questionada, a assessoria não informou sobre o que ocorreu com os outros dez leitos de clínica e os dez de UTI prometidos. A expectativa é que a unidade possa ter, no total, 90 leitos, sendo 80 de clínica e os dez de UTI. "A maior necessidade do Alto Tietê está em leitos de UTI. É essencial que o Estado cumpra o que foi prometido para que a região tenha condições de evoluir no atendimento à população e no cumprimento dos critérios para evoluir nas fases do Plano SP", informou a direção do consórcio.

Mais cobranças

Os prefeitos da região também aproveitaram para cobrar informações sobre os dez respiradores enviados pelo Estado no último mês para ampliar a capacidade do Hospital Santa Marcelina, em Itaquaquecetuba, o qual permanece com a mesma quantidade de leitos de três meses atrás.

Tudo deverá ser seguido de perto pelo MPF, uma vez que o Condemat protocolou na entidade o pedido para acompanhamento da execução dos compromissos assumidos pelo governo do Estado para a ampliação da capacidade hospitalar do Alto Tietê.