Lojistas contestam custos operacionais

Área de alimentação ainda está proibida de reabrir
Área de alimentação ainda está proibida de reabrir - FOTO: Mariana Acioli
Buscando uma solução em relação às cobranças vistas como abusivas pelos lojistas do Mogi Shopping, está prevista para hoje uma manifestação pacífica dos comerciantes, a partir das 15 horas, na entrada principal do centro de compras, localizada na avenida Manuel Bezerra Lima Filho.

Ao menos 50 proprietários de lojas confirmaram a presença no ato, contando com representantes das redes de fast food, roupas, calçados, joias e perfumarias. O protesto ocorrerá para reivindicar a isenção dos valores de aluguel referentes aos meses em que o shopping permaneceu fechado em função da pandemia.

Como medida de prevenção à Covid-19, o Mogi Shopping foi um dos centros comerciais a fecharem pouco antes do decreto de quarentena no Estado de São Paulo, no dia 21 de março, se estendendo a um período que terminou somente no dia 12 de julho, quando o Alto Tietê saiu da fase vermelha e migrou para a laranja, permitindo a reabertura de alguns comércios não essenciais.

Mesmo com a flexibilização no shopping, algumas lojas permanecem fechadas, pois não se enquadram nos segmentos liberados pelo Estado. Entre as 202 lojas do empreendimento, ao menos 15 fecharam em definitivo durante a pandemia.

Um dos representantes do grupo de lojistas que está organizando a manifestação e que preferiu não se identificar relata algumas das dificuldades que os donos de comércio dentro do shopping estão enfrentando nos últimos meses. "O mês de março foi extremamente fraco e em abril e maio o shopping ficou completamente fechado", relatou.

O empresário cita que vários shoppings em outras cidades isentaram o valor do aluguel e o percentual de vendas, o que, segundo ele, não ocorreu em Mogi. "O shopping ofereceu somente 30% de desconto nesses meses", contou.

Foram feitas várias tentativas para agendar uma reunião entre os lojistas e a administração do empreendimento com o objetivo de discutir as cobranças consideradas abusivas. No entanto, por conta do distanciamento social os encontros não aconteceram.

Após a reabertura, os lojistas seguem sem atingir 10% do faturamento anterior à pandemia, mas as cobranças não tiveram alteração. A expectativa agora é a nova avaliação do Estado, nesta sexta-feira, para passar a região da faixa laranja para a amarela, permitindo que alguns comércios como salões, academias e restaurantes possam reabrir e retomar as atividades. 

O Mogi Shopping foi questionado sobre a proposta de flexibilização das cobranças aos lojistas, mas até o fechamento dessa edição não obteve posicionamento.

* Texto supervisionado pelo editor.

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