Patrono costumava retratar a natureza

A edição deste ano vai prestar homenagem ao artista plástico falecido no ano de 1992, Sussumu Aramaki. Assim como em anos anteriores, a escolha do patrono se deu por meio de uma pesquisa online, que permaneceu aberta entre os dias 30 de abril e 30 de junho deste ano.

Sussumu nasceu no dia 1º de maio de 1917 no Japão, na cidade de Yahata e chegou ao Brasil aos 16 anos, ao lado de seus familiares, pai, mãe e três irmãos. Todos foram trabalhar na lavoura, com a plantação de café e passaram por cidades como Cravinhos, São Pedro, Quintana e Pompéia, até que em 1967 chegaram à Mogi das Cruzes.

Em Mogi, Sussumu passa a ser comerciante e inicia a prática de pintar telas em locais públicos, com especial apreço por retratar a cidade e a natureza. Autodidata, pintava o que via em locais abertos e de acesso ao público, como praças e ruas.

Interessado e participativo, fez parte do CEF - Centro de Estudos Folclóricos, ao lado dos amigos e alunos que conquistou na cidade, como Olga Nóbrega, Heraldo Moraes, João Castilho Neto, entre outros. Com eles, começou a participar de salões e exposições, apresentando seu trabalho ao público ávido por arte. Também foi membro da Academia de Belas Artes de São Paulo.

Para aprimorar os conhecimentos da língua e cultura brasileira, cursou Mobral e também fez supletivo.

Aos 72 anos, aprendia e praticava a pintura clássica, quando conheceu o pintor Barros - O Mulato, de quem se orgulhava pelos traços apresentados em sua arte.

O mestre Sussumu, que para muitos proporcionou conhecimento artístico costumava dizer que, quando criança, já pintava paredes, cultivando sonho artístico de ser pintor. Também sonhava em praticar porcelana, escultura e levar essa experiência de volta ao Japão.

Foi casado com Masako e teve sete filhos: Tsunehissa, Momoyo, Keiko, Luiza, Teresa, Helena e Alice. Faleceu no dia 20 de julho de 1992.