Manifestação contra aluguel no shopping tem alta adesão

Mais de 100 manifestantes têm medo de fechar portas
Mais de 100 manifestantes têm medo de fechar portas - FOTO: Mariana Acioli
A manifestação dos lojistas do Mogi Shopping reuniu, ontem, mais de 100 trabalhadores em frente ao centro de compras. O objetivo foi chamar a atenção e buscar um diálogo com a diretoria do shopping sobre a alto valor dos aluguéis, já que o faturamento mensal dos locatários continua baixo, mesmo após a liberação do funcionamento das lojas, no dia 12 de junho.

Segundo os comerciantes, o ato superou as expectativas, já que eram esperados 50 participantes. O movimento começou por volta das 15 horas e durou cerca de uma hora.

Com cartazes, os manifestantes solicitaram a isenção dos aluguéis dos meses de abril e maio, quando o shopping esteve fechado por determinação do Estado, além da cobrança proporcional ao faturamento de cada estabelecimento.

Foi o que explicou a comerciante Natalia Bigaran, participante do protesto. "Nossas vendas estão muito baixas e está difícil arcar com o alto aluguel. A Prefeitura e a Câmara deverão nos ajudar nas intermediações com a diretoria do shopping", disse ela.

O vereador Clodoaldo de Moraes (PR), presente na manifestação, prometeu colaborar com os comerciantes. "Irei encaminhar um ofício à direção do Mogi Shopping para que seja aberta uma mesa redonda para diálogos", anunciou.

O assunto também foi discutido ontem durante a sessão ordinária dos vereadores de Mogi. Os parlamentares Mauro Araújo (MDB) e Protássio Nogueira (PSDB) se mostraram sensíveis à situação dos lojistas. "Precisamos criar uma Câmara Técnica, com a participação da Prefeitura e do Legislativo para discutir uma possível redução nos aluguéis cobrados no Mogi Shopping, além de outras medidas para garantir a saúde econômica deste setor", disse Mauro Araújo. 

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