Cidade apresenta desaceleração importante em mortes por Covid

A quantidade de mortes pelo coronavírus desacelerou em Mogi das Cruzes nesta semana. O fato reafirmou a projeção feita pela Secretaria Municipal de Saúde na semana passada. Mesmo com a flexibilização das medidas restritivas por conta da pandemia e a retomada gradual das atividades econômicas, o secretário municipal de Saúde, Henrique Naufel, já esperava um início de diminuição de casos e mortes por conta da Covid-19, conforme entrevista concedida ao Mogi News.

Quando analisados os três primeiros dias úteis desta semana, comparados com igual período da semana passada, a queda na quantidade de novas mortes foi de 23,5%. Da última segunda-feira até a última quarta-feira, 13 óbitos foram registrados no município, ao passo que, entre os dias 29 de junho e 1º de julho, 17 pessoas morreram em decorrência de complicações referentes ao coronavírus.

Os dados mogianos acompanham a tendência do G5 da região (grupo composto pelas cidades mais populosas do Alto Tietê - Mogi das Cruzes, Itaquaquecetuba, Suzano, Ferraz de Vasconcelos e Poá). Neste compilado de cidades, a queda na quantidade de novas mortes foi de 39%. Na atual semana, 26 óbitos do tipo foram registrados, sendo que, na semana passada, 43 pessoas morreram infectadas pelo coronavírus.

Os índices são positivos, mas ainda é cedo para considerá-los animadores, segundo explicou o secretário municipal de Saúde de Mogi das Cruzes, Henrique Naufel. "Um número importante, bem significativo. Se mantivermos isso duas ou três semanas será ótimo", disse o titular da Pasta, ontem, ao Grupo Mogi News, entretanto, o representante do departamento municipal de Saúde se mostrou receoso em festejar. "Nada a comemorar. Número é bom, mas o período ainda é curto para uma análise precisa, porque existe um atraso de 10 a 15 dias na divulgação dos números de casos e mortes causados pela doença (coronavírus)", explicou.

Segundo Naufel, se o município conseguir manter esses índices ao longo das próximas semanas, haverá uma sinalização inicial para o controle da pandemia. "Ainda não dá para baixar a guarda", reforçou.

O posicionamento receoso do secretário Naufel é embasado no número de internações no município, que ainda não apresentou a queda esperada, muito embora, o fato do quadro permanecer estável nas últimas semanas, ou seja, sem aumento no índice de pessoas internadas, seja um fator positivo. "O Sistema de Saúde de Mogi das Cruzes está suportando bem. Mas, quando o município passar para a fase amarela do Plano São Paulo, a atenção deverá ser ainda maior, pois teremos mais gente na rua", alertou.

Aglomeração

O governo do Estado de São Paulo irá divulgar hoje a nova avaliação do Plano São Paulo de Retomada Econômica, que poderá permitir a reabertura de mais atividades comerciais na cidade, como bares, restaurantes, academias de ginástica, salões de beleza e cabeleireiros. Se isso ocorrer, esses e os demais estabelecimentos que já estão abertos - como lojas de rua e shopping center -, poderão funcionar 6 horas por dia (duas horas a mais do que é permitido ultimamente). As restrições quanto ao atendimento ao cliente também ficarão mais brandas, com a permissão de receber 40% de consumidores dentro do local, diferentemente do que ocorre hoje, quando éo estabelecimento é permitido atender apenas 20% da capacidade. 

SECRETáRIO AFASTA RISCO DE OCUPAçãO DE UTI CHEGAR A 80%

Henrique Naufel Secretário de Saúde de Mogi das Cruzes
Henrique Naufel Secretário de Saúde de Mogi das Cruzes - FOTO: Ney Sarmento/ Prefeitura
O coordenador de Regiões de Saúde do governo do Estado, Osmar Mikio Moriwaki, afirmou ao Grupo Mogi News, na noite de quarta-feira passada, que o Hospital Doutor Arnaldo Pezzuti Cavalcanti, em Jundiapeba, vem sendo considerado uma reserva estratégica para caso de aumento considerável na ocupação dos leitos de UTI da região; e que a ativação deles ocorrerá apenas com uma taxa superior a 80%. Ontem, o secretário municipal de Saúde, Henrique Naufel, comentou a afirmação do Estado, indicando que não há risco da taxa de ocupação de leitos em Mogi das Cruzes chegar aos 80%. "Risco nenhum em Mogi. Nas outras cidades do Alto Tietê, eu não sei dizer. A média de ocupação de leitos de UTI em Mogi vem sendo de 50% a 55%", informou Naufel.

Para se ter uma ideia, a taxa de ocupação do Hospital Estadual Luzia de Pinho Melo está em 50%, número distante do índice mínimo proposto pelo Estado para que seja necessária a ativação dos novos leitos de UTI no Hospital Arnaldo Pezzuti.

Segundo o secretário Naufel, a Covid-19 só poderá ser encarada como controlada no município quando não houver mortes em dias consecutivos, como ocorreu no início da pandemia, em março. "Só vamos ficar felizes quando ficarmos dois ou três dias seguidos sem óbitos. Ai vai dar para dizer que estaremos encaminhados para o controle da pandemia, mostrando realmente um declínio significativo", explicou o secretário de Saúde. (F.A.)

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