Movimento é grande com a reabertura de restaurantes

Com muitas pessoas nas ruas centrais de Mogi das Cruzes, bares e restaurantes retomaram ontem o atendimento presencial ao cliente. O avanço de Mogi das Cruzes para a fase 3, de cor amarela, do Plano São Paulo de Retomada Econômica, foi recebido na última sexta-feira com entusiasmo pelos proprietários de bares, restaurantes, academias, salões de beleza e barbearias, que puderam, desde ontem, retomar suas atividades após quase quatro meses de portas fechadas.

Conforme determina o decreto estadual, o ramo alimentício terá de funcionar com atendimento presencial entre às 11 e 17 horas, não ultrapassando o período de seis horas contínuas de atendimento, em ambientes ao ar livre ou arejados, com janelas abertas, ventilação natural ou circulação de ar.

"O movimento de hoje foi bom, sim", relatou a proprietária de um restaurante self-service na rua Flaviano de Melo, no centro da cidade, Elaine Moreira. "Acho que dá para falar que estivemos com 70% do movimento de dias normais, antes da pandemia", estimou.

Boa parte dos estabelecimentos que possui por natureza características de funcionamento noturno, como pizzarias, cantinas e bares, ainda não reabriram ao atendimento presencial. É o caso dos comércios deste tipo que funcionam no entorno da praça Norival Tavares, na região central de Mogi. Por lá, ao invés de consumidores, o que se via eram os proprietários realizando limpeza nos estabelecimentos, escondidos pelas placas que anunciam a maneira mais rentável do momento: o delivery.

Na sexta-feira passada, o prefeito Marcus Melo (PSDB) se comprometeu a tentar ampliar ou readequar, junto ao governo do Estado, o horário de bares e restaurantes ao período noturno, devido ao claro prejuízo que boa parte destes estabelecimentos terá com a proibição do funcionamento após as 17 horas.

Fiscalização

O Departamento de Fiscalização de Posturas da Secretaria Municipal de Segurança, a Guarda Municipal e a Polícia Militar realizaram ações durante o final de semana para coibir aglomerações de pessoas. A operação atuou em bairros como o Parque Olímpico, Jardim Aeroporto, Jardim Camila, Chácara Guanabara, Vila Cléo, Taboão e Vila Oliveira. O trabalho faz parte das intervenções para evitar a disseminação do novo coronavírus e a pandemia de Covid-19.

Durante as ações, foram emitidas três autuações por desrespeito à Lei do Silêncio, no Parque Olímpico, Taboão e Vila Oliveira. Cada uma dessas multas tem o valor de 30 Unidades Fiscais do Município (UFM), o equivalente a R$ 5.392,80.

Além disso, também foi registrada uma autuação por pancadão, no valor de 50 UFM ou R$ 8.988,00, nas proximidades do campo Água Verde, no Jardim Camila. Nesta ação, uma viatura do Departamento de Fiscalização de Posturas também teve um dos seus vidros danificados por uma pedra. Não houve feridos. Entre as ações flagradas pelas equipes estão pancadões, bailes funk, campeonato de pipas e festas. "Estamos vivendo uma crise sanitária, com muitas pessoas morrendo todos os dias no Brasil por conta do coronavírus. Infelizmente, existem situações como estas e a Guarda Municipal e o Departamento de Fiscalização de Posturas estão atuando. Mogi das Cruzes avançou para a fase amarela do Plano São Paulo, mas isso não quer dizer que as pessoas devam relaxar nas medidas de distanciamento social", destacou o secretário municipal de Segurança, Paulo Roberto Madureira Sales.

Desde o início das restrições sociais para o combate à pandemia, a Prefeitura de Mogi vem realizando ações para combater a aglomeração de pessoas. O trabalho é desenvolvido pelo Departamento de Fiscalização de Posturas e pela Guarda Municipal, com apoio da Polícia Militar.

Denúncias podem ser feitas pelo telefone 153.