Reabertura de restaurantes em Suzano atrai bom público

A tradição e a comida de qualidade do restaurante do Walter Roberto de Oliveira e de Maisa Miranda de Oliveira, na rua Felício de Camargo, no centro de Suzano, sempre atraíram, diariamente, centenas de clientes antes da pandemia de coronavírus (Covid-19), situação bem diferente do que registrado ontem, no primeiro dia de funcionamento após quase quatro meses parados.

"Para o primeiro dia, foi bom. Não teve o movimento do jeito que queríamos, mas deu para ver alguns amigos", explicou o proprietário Oliveira. Na tarde de ontem, a reportagem do Dat esteve na região central de Suzano conversando com os responsáveis por estabelecimentos que receberam a liberação para retornar às atividades.

Suzano e o Alto Tietê avançaram, na última sexta-feira, para a 3ª fase Plano São Paulo, de cor amarela. Esta etapa do programa estadual libera o funcionamento de bares, restaurantes, academias e salões de beleza.

O ramo alimentício terá de funcionar com atendimento presencial entre às 11 e 17 horas, não ultrapassando o período de seis horas contínuas para prestar serviços aos clientes, e deve ter ambientes ao ar livre ou arejados, com janelas abertas, ventilação natural ou circulação de ar.

A impressão deixada no primeiro dia de funcionamento de bares e restaurantes em Suzano é que a população ainda se sente receosa em sair de casa para comer, principalmente com o sistema delivery e o de retirada no balcão, que nunca estiveram tão presente na rotina dos brasileiros. Tais estabelecimentos instalados no município estavam com bom fluxo de pessoas, mas com poucos clientes consumindo no local.

Rígido protocolo

Com 22 anos no mesmo local, o restaurante do casal Oliveira instalou um rígido protocolo de segurança sanitária, assim como os outros visitados pela reportagem. Na entrada, aferição de temperatura com uma funcionária dedicada para essa tarefa. Simultaneamente, os clientes tiveram que pegar um par de luvas para se servir no buffet. As mesas disponibilizadas ao público atualmente são cerca de 30% de antigamente. O álcool em gel foi outro item disponibilizados ao público.

"A gente espera que o movimento aumente nos próximos dias, com a divulgação da nossa reabertura, essa é nossa expectativa", projetou o proprietário.

No mesmo sentido, o restaurante do João Batista Soares, no cruzamento das ruas Benjamin Constant com a Quinze de novembro, não teve grande movimento, ao contrário do esperado pelo proprietário. Com mais de 50% dos contratos suspendidos com seus funcionários, a expectativa é que, gradualmente, o público retorne a consumir no local. "Estamos chamando, aos poucos, os funcionários de volta", explicou Soares. "Dos seis que trabalhavam no almoço, dois já retornaram", concluiu.

Reclassificação

A reclassificação de Suzano no Plano São Paulo permite aos estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços funcionarem seis horas por dia e com 40% da capacidade - à exceção das academias de esportes e ginástica, onde foi definido o máximo de 30% e apenas aulas e atividades individuais. Todos os demais protocolos de higiene foram reforçados para trabalhadores e consumidores: uso de máscara e "face shield" (colaboradores), distanciamento de dois metros entre as pessoas e limpeza constante das mãos com água e sabão ou álcool em gel 70%. O período de quarentena foi prorrogado até 30 de julho. O governo estadual deve se manifestar novamente sobre o Plano São Paulo no próximo dia 24.

O decreto que oficializa essa mudança foi publicado ontem, no entanto, apesar da maior flexibilização neste momento, alguns espaços públicos de grande frequentação ainda não estão autorizados a abrir, a exemplo do Parque Max Feffer.