Câmara volta a cobrar revisão do Plano SP

A Câmara Municipal voltou a solicitar ao governo do Estado que sejam realizadas alterações no horário de funcionamento dos estabelecimentos como bares e restaurantes. Por meio de moção do vereador José Francimário Vieira (PL), o Farofa, a Casa de Leis foi no mesmo sentido da Prefeitura, que também encaminhou um documento que solicita tal reavaliação (leia mais acima).

Segundo o decreto do governo do Estado, bares, restaurantes e pizzarias devem funcionar, com 40% da capacidade, por seis horas ininterruptas, das 11 às 17 horas.

"Esse é um pleito da população de Mogi das Cruzes, de empresários, pequenos comerciantes, e funcionários de bares, pizzarias e restaurantes, que há quatro meses estão amargando grandes prejuízos por conta da pandemia", argumentou Farofa.

Durante a sessão, outros parlamentares também se manifestaram em apoio à Moção, como Marcos Furlan (DEM), Otto Rezende (PSD) e Antonio Lino (PSD).

De acordo com os dados apresentados por Farofa, 85% do faturamento das pizzarias, bares e restaurantes, ocorre no período noturno e, como alternativa, o vereador sugeriu o fracionamento das seis horas diárias.

Cloroquina

Sobre o tratamento da Covid-19, o médico e vereador Péricles Bauab (PL) foi contrário ao protocolo estadual de atendimento. Segundo ele, os médicos que assinaram o protocolo que não prevê a utilização de alguns medicamentos estão errados nesta decisão. "Ou o médico é corrupto ou burro. Eles estão ignorando os trabalhos científicos e a medicina", afirmou Bauab.

Repúdio

Também foi aprovada pelos vereadores de Mogi das Cruzes, na sessão ordinária de ontem, a moção que repudia as recentes "abordagens policiais controversas e violentas" feitas pela Polícia Militar do Estado de São Paulo.

O vereador Iduigues Martins (PT), autor da iniciativa no documento apresentado ao Plenário, relembrou os recentes atos da PM-SP, no baile funk de Paraisópolis, que terminou com a morte de nove pessoas - entre elas, dois mogianos -, e a ação noticiada ontem, na qual um PM apoia o pé no pescoço de uma senhora já rendida. (F.A.)