Atendimentos no Cravi de Suzano aumentam 426%

O serviço prestado pelo Centro de Referência e Apoio a Vítimas (Cravi), a partir da parceria entre a Prefeitura de Suzano e a Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania, teve um aumento de 426% na quantidade de acolhimentos realizados em junho na comparação com maio. Foram cem no mês passado, contra 19 no anterior. O número é um recorde na unidade, que funciona desde 28 de janeiro na prefeitura.

Em razão da pandemia de coronavírus (Covid-19), o Cravi teve que alterar a maneira como presta o serviço para continuar assegurando assistência psicossocial e jurídica aos usuários do programa e também aos casos novos sem descumprir a recomendação de distanciamento social. A alternativa encontrada foi passar a fazer os acolhimentos via telefone, e-mail e videoconferência.

"Sabemos que para as vítimas de violência a iniciativa de ficar em casa, embora orientada pelas organizações de saúde, oferece complicadores particulares que devem ser compreendidos para a promoção da segurança e do cuidado com as mesmas", afirmou o coordenador geral do Cravi, Bruno Fedri.

Ele ressaltou que o isolamento social apresentou desafios inéditos para a realização dos atendimentos. Principalmente porque, ao contrário do que se imaginava, não houve queda na procura, mas sim um grande aumento, cinco vezes mais em junho do que no mês de maio, ainda que de forma virtual, conforme apontou balanço.

A unidade garante acolhimento gratuito a pessoas e familiares que foram alvos de crimes violentos, não apenas do município, mas também de outras cidades da região, de segunda a sexta-feira, das 9 às 16 horas. Atualmente, é a única operante no Alto Tietê. A instalação foi resultado do apoio psicossocial da equipe do Cravi junto às vítimas do ataque ocorrido na Escola Estadual Professor Raul Brasil, em março de 2019, até o final do primeiro semestre escolar daquele ano.

O gerenciamento é de responsabilidade da Associação de Assistência à Mulher, ao Adolescente e à Criança Esperança (AAMAE). A estrutura conta com salas de atendimento em grupo e individual e brinquedoteca. Já a equipe é formada por dois psicólogos, uma assistente social e uma auxiliar administrativo. As vítimas podem entrar em contato com o Cravi por meio do telefone 4745-2180 ou pelo e-mail
[email protected]