Escolas não-reguladas se preparam para 'novo normal'

A alteração no horário de funcionamento para as escolas não-reguladas, que compreendem unidades de idiomas, de formação de dança, música e cursos livres, foi comemorada pelo setor, que vê, a partir da mudança, a possibilidade de restabelecer as aulas presenciais em grupo.

De acordo com os proprietários, o horário restrito entre 9 e 15 horas não permitia que muitos alunos retornassem aos estudos, por diversos motivos. Agora, com a manutenção das seis horas diárias distribuídas de acordo com a necessidade das escolas, o sentimento é que o "novo normal" começa a ser estabelecido para o setor.

Sem atender o público desde 19 de março, a Escola de Ballet de Regina Cunha, na rua Coronel Santos Cardoso, no centro de Mogi, começará a receber alunos amanhã. Com 46 anos de funcionamento, a escola se preparou para o retorno, com reorganização da agenda e a adoção de diversas medidas sanitárias.

"Nossa área, o balé, precisa do toque, do presencial. Para ensinar por meio das aulas on-line nesse período foi muito difícil", disse a proprietária Regina. "O prejuízo foi grande, Mesmo com a ajuda do governo, alguns compromissos foram atrasados, nunca tínhamos vivido isso. Agora, estamos voltando confiantes numa recuperação", completou.

O sentimento de que uma nova fase se inicia também é compartilhado pelos proprietários de uma escola de música na rua Ricardo Vilela, no centro de Mogi. Segundo a proprietária, Teresa Moraes Pires, a flexibilização do horário era necessária ao setor, devido às especificidades da categoria.

"Não temos grupos grandes de alunos como as escolas convencionais, precisamos desse novo horário. Trabalhamos a agenda, reduzimos a quantidade de professores por dia, reorganizamos nosso funcionamento, para evitar aglomerações", disse Teresa, ressaltando que as aulas on-line permanecerão para os que assim optarem.

A escola de idiomas de Alessandra Palma Rodrigues de Moura, na rua Tenente Manoel Alves dos Anjos, também colocará à disposição dos grupos a possibilidade de manutenção das aulas on-line. Mesmo assim, todas as medidas para receber os alunos a partir de amanhã foram tomadas.

"As turmas é que vão decidir. Entendemos que, como alguns moram com pessoas do grupo de risco, há essa precaução. Mas as caixas de álcool em gel já estão aqui para receber os alunos", relatou Alessandra.

Cursos livres

"O período de paralisação foi um choque, todo o segmento educacional sentiu. O mundo digital é fascinante, agrega uma praticidade inegável. Mas a proximidade visual, o timbre vocal, enfim, talvez jamais sejam desbancados", disse a proprietária de um núcleo de educação na rua Cruzeiro do Sul, na Vila Oliveira, Lilian Cristina Marcondes.

Para o retorno a partir de amanhã, protocolos de higiene, bem como a adequação do ambiente, foram realizados. "Alertamos os professores que não negligenciem (as medidas sanitárias). Se não há um ambiente arejado com espaço razoável, não é realizada a aula", concluiu.

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