Em época de pandemia, educação híbrida é alternativa

Monteiro: 'Escolas particulares terão mais facilidade'
Monteiro: 'Escolas particulares terão mais facilidade' - FOTO: Divulgação
Desde o início da pandemia no Brasil, em março deste ano, o país busca incessantemente formas de se adaptar às novas regras e recomendações para conter a disseminação do novo coronavírus. E, para as escolas públicas e privadas, não é diferente, são meses se reinventando e desenvolvendo metodologias para seguir com a grade curricular dos estudantes.

Agora, com a flexibilização da quarentena na cidade, algumas instituições estão esperançosas para um possível retorno gradual das aulas presenciais, porém, com o número reduzido de alunos, seguindo as orientações higiênicas e mantendo algumas aulas online. Essa mescla dos ensinos remoto e presencial, é um método chamado blended learning, ou como traduzido para o português, "educação híbrida".

O mantenedor de dois colégios no Alto Tietê, os Colégios Marechal Rondon e Integrado Guararema, Pablo Monteiro, defende essa forma de ensino, tendo em vista a situação pandêmica no país, "No momento em que estamos enfrentando, enxergo no ensino híbrido, uma vasta gama de vantagens para os estudantes que, de certa maneira, poderão retomar suas atividades presenciais (seguindo os protocolos sanitários), o que será ótimo para o desenvolvimento acadêmico e rendimento escolar dos alunos".

Monteiro entende a fase delicada que a região está enfrentando e por isso ressalta a importância de não subestimar o novo vírus, e sim, encontrar maneiras de não prejudicar a educação e conter a propagação da Covid-19.

O gestor educacional, olhando para o crescimento e aprendizado dos alunos, faz uma reflexão. "Acredito que a rede privada de ensino conseguirá sair mais rápido dessa crise, porque os gestores estão focados em melhorar e correr atrás do rendimento, em partes, perdido dos estudantes e no desenvolvimento de suas instituições. Já a rede pública, por uma questão de ineficiência do estado, terá uma grande dificuldade em sair dessa situação caótica com rapidez."

A fala do mantenedor se baseia na ideia de que a escolha pela educação híbrida pode ter mais abertura em redes privadas de ensino, tendo em vista que quem ficará responsável por buscar uma solução eficaz sejam os próprios gestores, diferente da rede pública, que precisará do apoio do Estado para uma mudança de metodologia educacional.

Reforçando que as instituições de ensino, como o Colégio Marechal Rondon que oferecem cursos como saúde bucal, prótese dentária, eletrotécnica, estética e outros que dependem de laboratórios e estágios presenciais, poderão retomar suas atividades presenciais, com 35% da capacidade total da sala de aula, caso a região do estado em que estão localizadas, esteja há no mínimo 14 dias na fase amarela do plano de retomada do Estado.