Alto Tietê perde quase 10 mil postos de trabalho no semestre

O G5 do Alto Tietê perdeu 9.919 postos de trabalho com carteira assinada no primeiro semestre deste ano. Este é o pior resultado para o período deste o início da série histórica do Ministério da Economia, em 2007. No mesmo período do ano passado, 1.543 vagas foram abertas. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e foram divulgados ontem.

O saldo vem da relação entre as admissões e demissões mediante contrato formal, realizado no período, nas cinco cidades mais populosas da região - Mogi das Cruzes, Suzano, Itaquaquecetuba, Ferraz de Vasconcelos e Poá -, fortemente impactada pela pandemia de coronavírus (Covid-19), com as medidas restritivas que reduziram drasticamente as vendas do comércio e o ritmo da produção industrial nos municípios. A região registrou 40.584 contratos com carteira assinada e 50.503 desligamentos.

Dois setores contribuíram ativamente para o fechamento recorde de vagas de emprego, o de Comércio e o de Serviços, justamente os mais impactados com as medidas restritivas. Para o Comércio, o saldo foi negativo, com o fechamento de 3.205 postos de trabalhos, enquanto o de Serviços fechou 3.507, totalizando, apenas nestes dois segmentos, o fechamento de 6.712 pontos de emprego - 67% do total de postos fechados. Isso significa, na prática, que a cada dez postos de trabalho fechados nas cinco cidades mais populosas do Alto Tietê no primeiro semestre desse ano, quase sete ocorreram nestes setores.

Antes da pandemia, o saldo entre as contratações formais e demissões era positivo em Mogi, por exemplo. Em janeiro e fevereiro 1.357 postos de trabalhos foram abertos (sendo 517 em janeiro e 840 em fevereiro), um dos melhores inícios de ano da série histórica para a cidade. Entretanto, a partir de março, quando os primeiros efeitos da pandemia apareceram, impactando diretamente o mercado, teve início um aumento considerável das demissões perante as contratações. Em março por exemplo, 1.677 postos de trabalho foram fechados. Em abril, o pior desempenho mensal de 2020 até esta atualização, com o fechamento de 2.866 vagas. Situação ainda preocupante em maio, quando 960 postos de trabalho com carteira assinada foram fechados. Ao que parece, aos poucos, a economia municipal começa a reagir, visto que em junho, 212 vagas foram fechadas, o menor índice desde o início da pandemia no Brasil e no Alto Tietê.

Brasil

Com queda nas demissões e aumento nas contratações, o mercado de trabalho registrou em junho a menor perda de vagas desde a chegada da pandemia de Covid-19 no Brasil, em março. Houve um fechamento líquido de 10.984 empregos com carteira assinada em junho. Em maio, a perda havia sido de 350.303 vagas; em abril, 918.296 ; e março, 259.917.