Mogi das Cruzes perde 4,35 mil postos de trabalho no semestre

Mogi das Cruzes perdeu 4.358 postos de trabalho com carteira assinada no primeiro semestre deste ano. Este é o pior resultado para o período desde o início da série histórica do Ministério da Economia, criada 2007. No mesmo período do ano passado, 1.281 vagas também foram fechadas. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

O saldo vem da relação entre todas admissões e demissões mediante contrato formal realizado no período, fortemente impactado pela pandemia de coronavírus (Covid-19), com as medidas restritivas que reduziram drasticamente as vendas do comércio e o ritmo da produção industrial. O município registrou 17.192 contratos formais firmados e 21.550 desligamentos.

Dois setores contribuíram ativamente para o fechamento recorde de vagas de emprego, o de Comércio e o de Serviços, justamente os mais impactados diretamente com as medidas restritivas. Para o Comércio, o saldo foi negativo com o fechamento de 1.355 postos de trabalhos, enquanto o setor de Serviços fechou 2.488, totalizando, apenas nestes dois segmentos, o cancelamento foi de 3.843 postos de emprego - 88% do total das vagas fechadas. Isso significa, na prática, que a cada dez demissões ocorridas em Mogi no primeiro semestre desse ano, oito ocorreram nesses setores.

Antes da pandemia, o saldo entre as contratações formais e demissões era positivo em Mogi. Em janeiro e fevereiro 1.357 postos de trabalhos foram abertos (sendo 517 em janeiro e 840 em fevereiro), um dos melhores inícios de ano da série histórica. Entretanto, a partir de março, quando os primeiros efeitos da pandemia surgiram, impactando diretamente o mercado, teve início o aumento considerável das demissões ante as contratações. Em março por exemplo, 1.677 postos de trabalho foram fechados. Em abril, o pior desempenho mensal de 2020 até esta atualização, registrou o fechamento de 2.866 vagas. Situação ainda preocupante em maio, quando 960 postos de trabalho com carteira assinada foram fechados. Ao que tudo indica, aos poucos, a economia municipal começa a reagir, visto que em junho, 212 vagas foram fechadas, o menor índice desde o início da pandemia.

O resultado de Mogi no primeiro semestre acompanha o registrado pelas demais cidades do Alto Tietê. No G5 da região, grupo de cidades mais populosas, composto por Mogi, Suzano, Itaquaquecetuba, Ferraz de Vasconcelos e Poá, 50.503 trabalhadores foram demitidos de seus cargos, enquanto as contratações pararam nos 40.584, resultando no fechamento de 9.919 postos de trabalho.

Brasil

Com queda nas demissões e aumento nas contratações, o mercado de trabalho registrou em junho a menor perda de vagas desde a chegada da pandemia de Covid-19 no Brasil, em março. Houve um fechamento líquido de 10.984 empregos com carteira assinada em junho. Em maio, a perda havia sido de 350.303 vagas; em abril, 918.296 ; e março, 259.917.