A engenharia não para

Nos últimos meses temos enfrentado uma pandemia totalmente inimaginável. Profissionais de diversas áreas foram obrigados a deixar os locais de trabalho, por conta do isolamento social. Mas, a exemplo de médicos, enfermeiros, cientistas, profissionais de transporte e da alimentação, entre outros, os engenheiros civis, eletricistas, agrônomos, profissionais das geociências e tantos outros seguiram em campo. Obras essenciais que já estavam em andamento não pararam, a produção agrícola se manteve em alta.

Para se ter uma ideia, o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2020, está estimado em R$ 703,8 bilhões, 8,5% acima do obtido em 2019 (R$ 648,4 bilhões).

Por sua vez, as lavouras tiveram alta de 11%, com R$ 469,8 bilhões, e a pecuária obteve R$ 234 bilhões, acréscimo de 3,9% do observado no ano passado. O IBGE prevê uma safra recorde no Brasil para 2020, com produção de 245,9 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas. Com o novo Plano Safra 2020/2021, que entrou em vigor em 1º de julho, o governo federal disponibilizou R$ 236,3 bilhões para apoiar a produção nacional.

Já na área da construção civil, dados da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) mostram que até 26 de junho, o setor tinha 795 obras em andamento e apenas dez paradas, com 60.846 trabalhadores (diretos e indiretos) em atividade. O setor adotou procedimentos rigorosos e tomou cuidados necessários de prevenção e combate ao novo coronavírus. O resultado aponta que 326 trabalhadores tinham sido infectados até a data em questão.

Na área de telecomunicações, a implementação do 5G tem potencial para gerar um aumento de um ponto percentual no PIB em média por ano entre 2021 e 2035. A possibilidade é de ganho de US$ 1,1 trilhão.

Estes exemplos mostram que, seguindo as recomendações dos órgãos de saúde, os engenheiros civis, eletricistas, agrônomos, profissionais das geociências e tantos outros são essenciais para o desenvolvimento econômico e social do Brasil.