Há esperança

A semana começa com a boa notícia a respeito do avanço das pesquisas sobre a vacina contra o coronavírus. Ainda é muito cedo, mesmo em âmbito mundial, para se falar de resultados no controle da doença, mas há estudos adiantados em vários países que merecem a atenção de todos. Ontem, em São Paulo, o governador João Doria (PSDB) informou que os testes clínicos da vacina Coronavac, uma parceria entre o Instituto Butantan com a empresa chinesa Sinovac, serão iniciados no próximo dia 20. A autorização para o experimento foi assinada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na sexta-feira passada.

Conforme explicou o governador, a partir da próxima segunda-feira, serão abertas as inscrições para a seleção de 9 mil profissionais voluntários da Saúde para os testes, que serão recrutados nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e no Distrito Federal. A previsão é de que, até o final do ano, a empresa Sinovac produza até 500 milhões de doses da vacina. Para se ter uma ideia da importância da parceria, o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, destacou que "no mundo, são 136 vacinas em desenvolvimento, 12 em estudos clínicos e apenas três estão na terceira fase (de testes clínicos), incluindo a do Butantan Sinovac".

No final do mês passado, o governo federal já havia anunciado um acordo com a Universidade de Oxford, que desenvolve uma vacina junto ao Laboratório AstraZeneca para a fabricação do medicamento em território nacional. Pelo pacto, o país vai produzir 30,4 milhões de doses de um imunizante que é hoje considerado o mais avançado do mundo para Covid-19, inclusive na avaliação da Organização Mundial da Saúde (OMS). A vacina está na terceira e última fase dos testes clínicos.

No momento em que o Brasil ultrapassou a marca de 65 mil mortos por complicações do coronavírus e 1,6 milhão de pessoas infectadas, é importante saber que também há um procedimento avançando no desenvolvimento de um remédio para a doença. Dentro de um tema que será ainda debatido e explorado por algum tempo, o segundo país do mundo em número de mortos e contaminados não poderia ser coadjuvante na busca pela vacina.

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