A vacina avança

Um estudo publicado ontem pela revista científica The Lancet mostra que a vacina experimental para a Covid-19, desenvolvida em parceria pelo laboratório AstraZeneca com a Universidade de Oxford, do Reino Unido, produziu resultados positivos nos ensaios clínicos em 1.077 voluntários saudáveis nas fases 1 e 2 de testes. De acordo com a pesquisa, o imunizante, denominado AZD1222, é seguro e não provocou efeitos colaterais graves nas pessoas, desenvolvendo respostas imunes a anticorpos e células T.

A terceira etapa de testes será aplicada em 50 mil pessoas no Reino Unido, África do Sul e Brasil. Aqui, serão 5 mil, distribuídas em 2 mil em São Paulo, 2 mil na Bahia e mil no Rio de Janeiro. "Precisamos de mais pesquisas antes de confirmarmos que a vacina protege efetivamente contra a infecção por Sars-CoV-2 e por quanto tempo dura a proteção", explicou Andrew Pollard, da Universidade de Oxford.

Outra vacina que será testada no Brasil, a do laboratório chinês Sinovac-Biotech, em parceria com o Instituto Butantan, teve um lote de 20 mil doses desembarcado na madrugada de ontem no aeroporto de Guarulhos. As primeiras aplicações ocorrerão hoje em profissionais selecionadas no Hospital das Clínicas de São Paulo. Ao todo, serão testados 9 mil profissionais em São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Distrito Federal. Ao lado do medicamento em desenvolvimento pela Oxford, a vacina chinesa também está em estágio avançado de testagem.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) acompanha de perto os resultados das vacinas em fase de testes. Segundo a entidade, atualmente existem mais de 160 medicamentos para combater a Covid-19 em desenvolvimento no mundo inteiro. A organização vê com muita preocupação o avanço da doença no Brasil e a forma com que o governo federal está tratando a pandemia no país, segundo ela, sem o devido respeito às suas orientações e recomendações sanitárias.

Assim, a entrada do Brasil na fase clínica efetiva de testagem das vacinas é de suma importância. Talvez a forma mais eficiente e rápida de recobrar uma imagem internacional abalada em relação à Saúde.

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