Vacinas mostram bons níveis de imunização, segundo OMS

Dimas Covas, do Butantan, apresentou dados ontem
Dimas Covas, do Butantan, apresentou dados ontem - FOTO: Governo do Estado de São Paulo/Divulgação
A cientista-chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Soumya Swaminathan, indicou ontem esperar que a iniciativa Covax possa começar a aplicar imunizantes no meio de 2021. No principio, as pessoas mais vulneráveis serão o foco, com vacinas distribuídas ao redor do mundo, sinalizou. Na mesma coletiva de Imprensa, foi anunciado que o número de países na coalizão pelo imunizante chegou a 184, subindo frente aos 171 da última divulgação, com Equador e Uruguai entre as adesões mais recentes.

Swaminathan indicou ainda que há "algumas vacinas no momento mostrando bons níveis de imunização", ao tratar das diversas iniciativas de testes monitoradas pela OMS. Já a diretora Maria Van Kerkhove afirmou que não existe "segunda onda inevitável, tudo está nas nossas mãos", ao cobrar um amplo reforço da responsabilidade de indivíduos e governos. Em relação ao começo da pandemia, indicou que "todos os países estão mais preparados agora", apontando para os suprimentos de oxigênio e dexametasona como capazes de salvar vidas.

Um tema constante na coletiva foi a necessidade de prover os meios necessários para pessoas isoladas manterem a quarentena por 14 dias, um problema que seria recorrente. Durante o isolamento, providenciar meios, especialmente a alimentação, seria vital para manter as pessoas reclusas e evitar a propagação do vírus, argumentou a OMS.

Coronavac

O governador João Doria (PSDB) afirmou ontem que a vacina contra a Covid-19 deve ser aplicada a todos os brasileiros. Em entrevista coletiva, Doria reagiu, em tom mais ameno, às falas do presidente Jair Bolsonaro, que voltou a afirmar que a imunização não será compulsória no país.

O Instituto Butantã divulgou ontem dados sobre a segurança da coronavac. De acordo com instituto, os testes brasileiros da coronavac, desenvolvida em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, mostram que o imunizante é o mais seguro entre todos os testados no Brasil por apresentar o menor índice de efeitos colaterais.

Sputnik V

O Brasil deve começar a produzir em larga escala, já em dezembro, doses da vacina russa contra a Covid-19, Sputnik V. O anúncio foi feito também ontem em coletiva de especialistas e autoridades russas. A farmacêutica responsável é a União Química.

Os russos informaram que já começaram a transferir tecnologia para os brasileiros, mas que leva alguns meses para preparar para uma produção em larga escala. Como se trata de uma emergência, o processo está sendo feito de forma acelerada e deverá estar concluído em dezembro. Índia, Coreia do Sul e China são outros três países que vão produzir a vacina russa em larga escala. Na Índia, a produção começa em novembro.

Segundo os russos, em todos os testes feitos na Rússia até agora não houve a constatação de nenhum efeito colateral grave. Ainda segundo o Instituto Gamaleya, desenvolvedor da vacina, o imunizante garante imunidade de até dois anos contra o novo coronavírus.  

MUNDO TEM MAIS DE 40 MILHõES DE CASOS

O mundo registrou mais de 40 milhões de casos do novo coronavírus ontem, de acordo com um levantamento em tempo real da Universidade Johns Hopkins. O número de mortes desde o início da pandemia chegou a 1.113.896. Mais da metade das contaminações foram registradas nos Estados Unidos (8,1 milhões), Índia (7,5 milhões) e Brasil (5,2 milhões).

Nos Estados Unidos, alguns Estados estão tentando medidas mais direcionadas enquanto os casos continuam aumentando em todo o país. Em Nova York, por exemplo, uma nova rodada de bloqueios se concentra em alguns bairros, fechando escolas e empresas.

Na Europa, onde já há mais de 250 mil mortes e a segunda onda de infecções não diminui, novas restrições entraram em vigor, como o toque de recolher noturno na Bélgica e a obrigação de usar máscaras em ambientes fechados na Suíça. A Itália também impôs restrições em bares e restaurantes, atividades esportivas ou feiras populares.

França, Alemanha, Reino Unido e Espanha adotaram medidas similares na semana passada para limitar os deslocamentos e os contatos entre pessoas.

Nos últimos sete dias, 2,5 milhões de casos foram registrados, o maior número semanal desde o início da pandemia. (E.C. com agências internacionais).

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