Voto pelo correio

A pandemia da Covid-19 modificou diversos conceitos enraizados na sociedade contemporânea, acelerou processos que demorariam para se tornar comuns dentre os brasileiros e trouxe discussões sobre futuro.

As Eleições Municipais 2020 estiveram em cheque durante o início da pandemia, mas depois ficou evidente a necessidade da votação ocorrer ainda neste ano. Mesmo soando como uma pauta difícil de se tornar realidade no Brasil, a discussão sobre o uso do voto pelo correio foi retomada, reacendendo um tema adormecido. 

O procedimento é adotado em 17 países. Nos Estados Unidos, onde o voto não é obrigatório, os eleitores podem votar pelo correio. A expectativa para a votação nacional, que ocorre no país neste ano, é que até 70 milhões de americanos votem pelo correio, um recorde causado, dentre outros fatores, pela pandemia.

Fato é que faltam alternativas e atrativos para o exercício da democracia e, como reflexo, cresce a abstenção de votos. Sair de casa em meio à pandemia para escolher entre candidatos com os quais os eleitores não possuem nenhuma afinidade, como deve ocorrer em diversos municípios pela descrença com a classe política, parece loucura para muitos. 

Evidente que o voto presencial deve ser mantido, melhorando suas condições. Entretanto, para grupos específicos, como idosos, seria importante ofertar uma opção diferente para o exercício da democracia.

Fato é que a discussão está longe de se tornar realidade e, enquanto a ideia de votar pelos correios não demonstra sinais de que evoluirá, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apresentou o Plano de Segurança Sanitária, elaborado por especialistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e dos hospitais Albert Einstein e Sírio-Libanês, com o objetivo de ofertar segurança sanitária para eleitores e mesários no pleito que vai eleger prefeitos e vereadores.

Além da mudança da data, o TSE também excluiu a identificação biométrica e demarcará com fita adesiva as filas das seções eleitorais com o espaço de um metro entre os eleitores para garantir o distanciamento social. O TSE ainda pede que os eleitores utilizem álcool em gel antes e depois da votação. O produto estará à disposição do público.

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