Candidatos apelam à união política contra o pedágio

Após a carreata do último sábado contra a instalação do pedágio na rodovia Mogi-Dutra (SP-88), os candidatos à Prefeitura de Mogi das Cruzes que participaram do ato falaram sobre a importância da união da classe política nesta luta e quais serão os caminhos adotados, caso assumam o cargo mais alto do Executivo, a partir de janeiro do ano que vem.

Alinhado com o movimento e líderes do grupo Pedágio Não, o candidato e vereador Caio Cunha (Pode) afirmou que a manifestação, que contou com cerca de 300 veículos na manhã do último sábado, evidenciou a união de todos quando o assunto é a qualidade de vida do mogiano. "Faltou, na verdade, o prefeito Marcus Melo (PSDB), que é do mesmo partido do governador (João Doria) e que deveria estar fazendo um grande barulho", criticou. "Quando eleito, sendo eu o prefeito de Mogi, de jeito nenhum esse pedágio vai ser instalado", prometeu.

No mesmo sentido, o candidato e vereador Rodrigo Valverde (PT) disse que Doria não pode impor a instalação de um pedágio na rodovia que acaba de receber melhorias e prometeu mobilizar a sociedade, caso eleito, e derrubar a proposta. "Vamos convocar todas as entidades, empresas, indústrias e vamos criar uma pressão insuportável ao governador", prometeu.

O protesto contou também com a participação dos candidatos a prefeito Miguel Bombeiro (Pros), que informou que "somente com a classe política unida poderemos proporcionar a redução da desigualdade social. Todos com atitudes republicanas serão bem vindos na nossa gestão". Felipe Lintz (PRTB) não respondeu à reportagem sobre os questionamentos feitos ontem. O ato teve início às 11 horas e reuniu os candidatos, que discursaram para os manifestantes. 

Em reunião recente com entidades contrárias à instalação do pedágio, Marcus Melo afirmou que, para o projeto sair do papel, serão necessárias licenças ambientais que precisam tramitar no Executivo e que, como prefeito, não autorizará a emissão destes documentos.

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