Taxa de mortalidade é de 92,1 óbitos por 100 mil habitantes

Mogi das Cruzes registrou ontem uma taxa de mortalidade de 92,1 óbitos para cada 100 mil habitantes em decorrência do coronavírus (Covid-19), segundo um levantamento feito pela reportagem do Grupo Mogi News com base nos dados liberados pelo Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê e pela Prefeitura.

O cálculo é baseado na quantidade de mortos pela doença em relação à população de um município e acaba se tornando mais eficaz porque neutraliza o crescimento populacional, deixando mais claro os efeitos da enfermidade de uma determinada região na comparação com outra. No caso de Mogi, são 414 mortos e 445.842 habitantes, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O número é semelhante aos das outras quatro cidades mais populosas do Alto Tietê: em Suzano a taxa é de 86 mortes para cada 100 mil habitantes; já em Itaquaquecetuba são 82,7 óbitos; em Ferraz esse número é de 87,5 enquanto em Poá é de 94,5.

Além da taxa de mortalidade estar em 92,1 em Mogi, os dados apontam que, até ontem, 9.448 moradores haviam se contaminado desde o início da pandemia, no mês março. Pouco mais de 37 mil casos suspeitos foram descartados.

Ainda de acordo com os dados do Condemat, mais de 8 mil mogianos que contraíram o vírus conseguiram se recuperar após os tratamentos indicados pelas equipes médicas. Assim como as demais cidades do Alto Tietê, Mogi entrou na fase verde do Plano São Paulo na sexta-feira retrasada, depois de passar três meses na fase amarela, de restrição maior.

"Apesar de mais uma flexibilização, é necessário manter os cuidados para conter a contaminação do vírus, como o uso de máscara, higiene das mãos e distanciamento. As precauções devem ser mantidas até que surja vacina", explicou a Secretaria Municipal de Saúde de Mogi.

O anúncio da flexibilização ocorreu por meio de uma das coletivas de imprensa do governador do Estado de São Paulo, João Doria (PSDB), considerando os números de confirmações, óbitos e internações por Covid-19 em cada cidade. Com o avanço, os estabelecimentos e templos religiosos, por exemplo, tem a permissão de funcionar com 60% da ocupação e não mais com apenas 40%.

A próxima reclassificação será no dia 16 de novembro. A retomada gradativa das atividades econômicas de Mogi vem sendo planejada pelo Comitê Gestor de Retomada Gradativa de Atividades Econômicas, criado pela Prefeitura. O grupo tem se reunido com os mais diferentes segmentos para dialogar com empresários e instituições para que a retomada seja feita de forma segura.