Infecção pela Covid ainda oscila em Mogi das Cruzes

O número de contaminações por coronavírus (Covid-19) em Mogi das Cruzes, nas últimas quatro semanas, tem apresentado mais elevações do que quedas. A quantidade de mogianos que contrai a doença continua oscilando, como já foi observado pela reportagem em edições anteriores. Os dados do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) e da Prefeitura de Mogi apontam que há quatro semanas houve apenas uma queda no número de casos semanais na cidade.

Do dia 23 do mês anterior ao dia 29, período de uma semana, foram registrados 158 diagnósticos pela doença. Sete dias depois, os números mostram que a quantidade aumentou em 125%, para 357 novos casos da doença viral. Após mais uma semana, menos mogianos foram infectados pela Covid-19, sendo confirmados 91 novos casos. Percentualmente, a diferença entre uma semana e a outra é de menos 74% nas confirmações dessa enfermidade.

Este foi o único declínio da quantidade semanal de diagnósticos pelo vírus em Mogi, sendo que uma semana depois a quantidade voltou a aumentar. Do dia 14 ao 20, a cidade somou 300 novos resultados positivos para a Covid-19.

Desta vez, percentualmente, o acréscimo na curva de contaminação foi o mais significativo em todas essas quatro semanas, chegando a 229%. Há quase duas semanas Mogi entrou para a fase verde de flexibilização da quarentena, quando os comércios receberam a permissão de funcionar com a presença de mais pessoas, podendo atingir até os 60% do espaço total.

De acordo com a Prefeitura, os leitos municipais de Enfermaria estão com uma ocupação de 55,4% com pacientes em tratamento da doença. Já nos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), há 53% de ocupação. Já em relação aos leitos de responsabilidade estadual, no Hospital Luzia de Pinho Melo, a taxa de ocupação é de 90% na UTI; que tem dez leitos, destacou a Secretaria de Estado da Saúde.

É importante lembrar que essas taxas variam no decorrer do dia em virtude de fatores como altas, óbitos ou transferências para leitos de enfermaria ou UTI, por exemplo. Também pode ocorrer redirecionamento de leitos para atendimento a pacientes com outras patologias, à medida que há menor demanda de casos do coronavírus.

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