Mercado de imóveis comerciais segue estagnado no município

Encontro foi virtual teve como objetivo buscar soluções para o setor em Mogi
Encontro foi virtual teve como objetivo buscar soluções para o setor em Mogi - FOTO: Mogi News/Arquivo
Mesmo com a retomada econômica em meio à pandemia da Covid-19, o setor imobiliário continua em situação de estagnação, principalmente na locação de imóveis comerciais. Segundo Roberto Najar, proprietário de uma imobiliária e subdelegado regional do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (Creci), apenas 5% dos cerca de 80 imóveis comerciais sob sua gerência estão alugados, índice baixo na comparação com o período pré-pandemia. Segundo o especialista, essa porcentagem representa a realidade de boa parte dos corretores em Mogi das Cruzes.

"O setor de locação comercial continua derrapando. Tivemos a estimativa de reação, mas hoje apenas 5% do que eu tenho no estoque estão alugados. Todos os profissionais da área passam por esse problema", confirmou Najar.

De acordo com o representante da categoria, além da pandemia da Covid-19, que interferiu diretamente na locação de imóveis, as eleições municipais sempre causam instabilidade e incertezas, por isso, é outro fator que auxilia na baixa quantidade de pontos comerciais alugados. Najar aposta na vinda ao Brasil de uma vacina eficiente para o coronavírus e no período pós-eleições para o setor iniciar a retomada ao nível em que se encontrava.

Enquanto o setor de locação de pontos comerciais continua "derrapando", o de venda de imóveis residenciais apresentou alta nos últimos meses. Impulsionado pelo ramo da construção civil, que retomou com força após o período de paralisação das atividades, as vendas de imóveis de baixo custo hoje movimentam o setor imobiliário. "As construtoras estão 'mandando brasa' e, com isso, a venda de imóveis com preços mais baixos, semelhantes ao padrão Minha Casa, Minha Vida, está forte. A construção civil voltou de tal forma que muitos lugares não têm mais material para eles trabalharem", explicou Najar. "Por outro lado, o mercado está mais parado quando se trata de residências de padrões mais nobres", completou.

Em junho passado, Najar informou que cerca de 1,5 mil contratos de aluguel em Mogi das Cruzes firmados antes da pandemia da Covid-19 foram cancelados durante os quase três meses de paralisação das atividades comerciais. Na oportunidade, o representante do Creci informou que 80% dos acordos suspensos são referentes a pontos comerciais e empresariais, sendo o restante destinado às residenciais. Agora, quatro meses depois deste levantamento, Najar aponta que a situação apresentou uma melhora sútil, que ainda traz dificuldades ao ramo. "A gente espera que uma vacina de confiança seja brevemente disponibilizada. O fim das eleições também deve aquecer o comércio. Até agora, a retomada da economia, como a gente esperava, ainda não ocorreu", lamentou Najar.