Bons sinais

O Alto Tietê voltou a ter, na semana passada, apenas uma morte em decorrência do novo coronavírus em 24 horas, o número mais baixo em 206 dias. Desde 7 de abril a região não registrava tão poucos óbitos.

Apesar da relevância do feito realizado entre a última quarta e quinta-feira, os especialistas da área de saúde pública pedem cautela, já que nada indica que a pandemia de Covid-19 vem perdendo força. O fato, considerado como isolado representa um marco que precisa ser valorizado, mas os óbitos em decorrência da doença continuam a acontecer.

Mas então o que, de fato, pode significar o registro de uma marca tão expressiva para a região que já acumula mais de 1,5 mil mortes em sete meses? Para o secretário municipal de Mogi das Cruzes, Henrique Naufel, o fato inédito nos últimos seis meses é "muito alentador", e representa que a região tem seguido a tendência de média móvel.

"Mas epidemiologicamente temos que ver pelo todo. Obviamente, o menor número de óbitos, seguidamente, diminuirá a média", explicou o titular da pasta ao Grupo Mogi News na semana passada. "Espero que essa tendência se mantenha", completou.

Na avaliação do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat), o feito é muito positivo, mas ainda é prematuro dizer que será uma tendência para o futuro e, principalmente, que o risco está controlado. Isso porque, segundo dados do próprio Condemat, a região registrou 21 novos óbitos e 859 novos casos da doença na última semana. Além disso, a curva estatística da doença permanece alta e as notificações não pararam.

Na avaliação da coordenadora da Câmara Técnica de Saúde do Condemat, Adriana Martins, ainda faltam "muitas respostas para o coronavírus". Adriana ainda disse que também  espera que essa tendência de queda nos casos confirmados e óbitos se mantenha nas próximas semanas.

Assim deve ser encarado o caso: como importante, com potencial de representar uma nova fase da pandemia na região, após meses de elevados índices diários de mortes. Mas, por outro lado, é preciso calma, com a certeza que a doença ainda inspira cuidados e atenção, para que o caso não se torne a exceção.

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