Covid-19: parte da rotina

Existe hoje um planeta inteiro tentando e torcendo para que a vacina contra o coronavírus esteja pronta o quanto antes. O problema é que a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que, possivelmente, a maioria das pessoas só poderá ser imunizada em 2022. Segundo o órgão, não há capacidade para vacinar toda população em um ano e, em 2021, a prioridade será profissionais da saúde e integrantes do grupo de risco.

Assim que houver um imunizante eficaz e em massa, a Covid-19 entrará no rol das doenças que foram controladas pela humanidade, mas é possível que o temor pela doença se prorrogue para todo ano que vem para a maioria da população mundial. O estrago, hoje, já é grande. Em escala mundial, já são 1,08 milhão de mortos entre os 38,3 milhões de infectados.

Melhor ainda, tão logo esta vacina esteja disponível para toda a população, seria montar uma força-tarefa para aplicar o imunizante ao máximo de pessoas possível. Nesse caso, seria importante descentralizar os locais de vacinação, como as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e ampliar os postos para espaços que antes não recebiam este tipo de ação.

A Companhia Paulista de Trens Metroponitanos (CPTM), em parceria com entidades de saúde, costuma fazer esse tipo de trabalho. Rotineiramente, a empresa disponibiliza em estações equipes de saúde para aplicação de vacinas durante campanhas. Este modelo deve ser replicado e aperfeiçoado em escala nacional, passando por estações de trem e metrô, além de terminais de ônibus, feiras e supermercados.

Trazendo a vacina para rotina do moradores, pode ser mais tranquila sua aplicação. É um modelo para se pensado pelas autoridades de saúde. Enquanto nada disso ocorre, vivemos a expectativa de notícias melhores e que a imunização esteja disponível o mais rápido possível para todas as faixa etárias. Infelizmente, por enquanto, não é o que prevê a OMS.