Saúde Funcional

O aumento do sedentarismo, ou mesmo o envelhecimento, são responsáveis pela diminuição da flexibilidade do corpo. A flexibilidade é algo que muitas vezes não percebemos o quanto necessitamos dela, por exemplo, um simples ato de apanhar um objeto rapidamente na altura do joelho ou mesmo ao limpar a casa sendo necessário estender o corpo para alcançar. Esta amplitude pode ser melhorada com alguns exercícios que devem ser feitos regularmente.

O fato é que o corpo necessita de flexibilidade diariamente para a execução de tarefas simples. Na realidade, existem diversas razões pelas quais a flexibilidade é importante, entre muitas se destacam o aumento da qualidade e quantidade de movimentos, diminuição do risco de lesões, melhora da postura corporal, prevenção de doenças que estejam relacionadas às articulações e sensação de rejuvenescimento.

A flexibilidade mantém-se estável até por volta dos 10 anos. Quando entra na puberdade começa perder a flexibilidade paulatinamente, desde que não seja treinada. As mulheres demonstram maiores níveis de flexibilidade e essa diferença se mantêm ao longo da vida.

A flexibilidade é bastante semelhante entre meninos e meninas até os 6 ou 7 anos, daí por diante, as meninas tendem a ser mais flexíveis.

As mulheres gestantes apresentam um maior índice de flexibilidade em relação a não gestante. Isso é normal devido a fatores hormonais.

Muitos estudos apontam que a flexibilidade decresce com a idade, apontando para perdas mais acentuadas a partir de 30 anos, perdas associadas mais a falta de treinamento do que ao processo de envelhecimento.

Após os 40, há novamente uma aceleração na perda da flexibilidade que é bastante influenciada por outros fatores, tais como padrão de atividade física e nível de saúde. É por isso que costumo dizer aos meus pacientes, amigos, clientes, alunos e familiares o corpo foi feito para movimentar, mesmo quando não temos mais o controle dele por uma deficiência, seja ela qual for.