Promissor, mas...

A criação de mais de duas mil vagas formais de emprego no G5 do Alto Tietê mostra que a região consolida sua recuperação econômica. O número de postos de trabalho gerados, divulgados pelo Cadastro Geral e Empregados e Desempregados (Caged) por dois meses seguidos, a um trimestre do fim do ano, pode sinalizar um bom começo de 2021. Aliado a isso, as eleições municipais que terão o primeiro turno em duas semanas. Pelo menos duas cidades da região terão prefeitos novos. Em Itaquaquecetuba e Guararema, os respectivos chefes do Executivo, Mamoru Nakashima (sem partido) e Adriano Leite (PL), finalizam o segundo mandato. A decisão sobre prefeitos e vereadores fica por conta dos eleitores.

A recuperação do emprego com carteira assinada fomenta o otimismo para os próximos meses. As vagas geradas no mês passado em Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá e Suzano são 1,7% maior do que o observado em agosto, ou seja, ao que tudo indica a economia continua em ascensão e tomara que se solidifique nos próximos dados divulgados pelo governo federal.

Concretizada essa fase de geração de empregos e arejada a política regional, falta outro ponto para que o Alto Tietê possa começar 2021 com o pé direito: afastar a ameaça da segunda onda do novo coronavírus. Para muitos pode parecer bobagem, mas é fato que a Europa enfrenta um novo aumento de casos confirmados e se a primeira onda chegou por aqui, a segunda também pode chegar.

Evidentemente que a vinda de uma nova leva de infecções, se ela ocorrer, não dependerá somente das medidas adotadas nas cidades da região, o combate envolverá outras esferas de poder como o governo do Estado e a Presidência da República, e a sociedade.

A possibilidade de uma segunda quarentena, com fase vermelha e tudo o que ela traz, poderia abalar a economia das cidades e fazer desabar a criação de vagas de empregos, o que seria uma catástrofe. Se vários comércios e prestadores de serviço não suportaram a primeira quarentena, uma segunda onda pode provocar o fechamento de vários outros, o que seria um adeus a retomada econômica e haja paciência para suportar 2021.