Eleições americanas têm recorde de participação

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Mitch:"Sinalizaram disposição para engajar de boa fé" - FOTO: Divulgação
Apesar de os Estados Unidos enfrentarem uma pandemia, a taxa de participação eleitoral na eleição de 2020, em que atual presidente republicano Donald Trump e o democrata Joe Biden disputam a presidência, atingiu um recorde em 120 anos, indicam dados do site US Elections Project, que faz uma estimativa com os dados eleitorais disponíveis no país.

De acordo com estimativas do projeto, liderado pelo professor Michael McDonald, da Universidade da Flórida, ao menos 160 milhões de pessoas votaram nessa eleição - número bastante superior aos 139 milhões de 2016 para a disputa entre Hillary Clinton e Donald Trump.

Segundo o site Vox, os números indicam que cerca de 67% da população com direito a voto compareceu na disputa presidencial, o que representa a taxa mais alta desde 1900, quando 73,7% da população americana votou.

Tensão

Manifestantes queimaram bandeiras dos Estados Unidos e marcharam pela cidade de Portland armados com rifles de assalto e gritos de protesto, mas sem provocar violência, na noite de anteontem. O FBI alertou sobre a possibilidade de confrontos armados em Portland durante a eleição, mas não houve sinais de atividade por parte de grupos de direita. Não ocorreram, também, confrontos entre a polícia e os manifestantes de esquerda, alguns dos quais já haviam participado de uma manifestação pacífica do Black Lives Matter.

Apostas

Biden aparece com cerca de 70% de chances de ser eleito em duas bolsas de apostas, após chegar a ser ultrapassado por Trump durante a madrugada de ontem. Com a apuração mais favorável para Biden nos Estados de Michigan e Wisconsin, o ex-vice-presidente, tinha então 72,46% das apostas no site Smarkets, frente a 26,67% de Trump. Já no Action Network, Biden tem 68,4%.

A campanha de Trump à reeleição informou ontem que entrou com um pedido no Tribunal de Reivindicações do Michigan para suspender a contagens dos votos da eleição presidencial no estado, alegando que não teve "acesso significativo" a alguns locais de apuração para observar a abertura das cédulas e o processo de contagem. A recontagem também deve ser pedida em Wisconsin. 

A campanha do atual presidente ainda acusou as pesquisas de intenção de voto de servirem como "tática de supressão de eleitores". Na tarde de ontem, o órgão eleitoral do Wisconsin informou que Biden derrotou o atual presidente no estado por uma margem de 20,6 mil votos.

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