Biden pede uso de máscara e promete imunizante gratuito

Luciana Borio integrará força-tarefa de Biden
Luciana Borio integrará força-tarefa de Biden - FOTO: Divulgação
O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou ontem que uma possível vacina contra a Covid-19 será gratuita e pediu aos americanos que usem máscara: "Eu imploro: usem máscara. Usar máscaras não é uma declaração política", disse o presidente eleito dos Estados Unidos.

Biden ressaltou que só tomará posse em 20 de janeiro de 2021, mas afirmou que "vamos começar fazendo todo o possível para controlar a Covid-19". No domingo, os Estados Unidos ultrapassaram 10 milhões de casos registrados da doença, mais do que qualquer outro país.

O democrata citou o grupo de transição e o conselho consultivo que nomeou para enfrentar a pandemia. "Vamos seguir a ciência. Vou falar de novo: vamos seguir a ciência". Entre os membros está a brasileira Luciana Borio, que é pesquisadora sênior de saúde global do Conselho de Relações Exteriores do país. 

Apenas nos últimos dez dias, enquanto os americanos se preparavam para ir às urnas, o país contabilizou cerca de 1 milhão de novas infecções. Em cinco dos últimos sete dias, os diagnósticos diários no país ultrapassaram 100 mil. Até o momento, mais de 237 mil americanos já morreram. A estimativa, segundo Biden, é que mais 200 mil pessoas podem morrer nos próximos meses.

A abordagem pró-ciência do democrata é oposta a do atual presidente, que resiste a recomendar o uso de máscaras e desafia as diretrizes dos especialistas.

Biden anunciou ainda que a força-tarefa do governo de transição será liderada pelos médicos David Kessler, que foi diretor da FDA, a Anvisa americana, durante os governos de George H. W. Bush e Bill Clinton; Marcella Nunez-Smith, da faculdade de Medicina da Universidade Yale; e Vivek Murthy, que foi chefe do Serviço de Saúde Pública durante o governo de Barack Obama.

Equipe

A brasileira Luciana Borio, que começou a trabalhar no governo americano durante o governo de George W. Bush e assumiu posições de liderança durante os mandatos de Obama e Donald Trump. Ela foi cientista-chefe da FDA e diretora para preparação médica e de biodefesa do Conselho de Segurança Nacional, cargo extinto pelo atual ocupante da Casa Branca.

Crítica da cloroquina, a médica saiu do setor público do ano passado e faz parte da equipe do prestigioso hospital Johns Hopkins e é pesquisadora de saúde global no centro de estudos Council on Foreign Relations.

O grupo também inclui outros especialistas renomados, como Rick Bright, antigo funcionário da Autoridade para Pesquisa e Desenvolvimento de Pesquisas Avançadas em Biomedicina, braço do governo americano, no início do ano. Eles trabalharão em contato com os Estados e cidades para criar políticas econômicas e de saúde pública para lidar com o vírus, tentar conter seu impacto entre grupos minorias, e elaborar planos para reabrir escolas com segurança. Entre as iniciativas do novo governo democrata estão a testagem gratuita. (Com agências internacionais)

PARA UNIãO EUROPEIA, A PARCERIA é CRUCIAL

Em reunião do Conselho da União Europeia (UE) com os ministros de Comércio do bloco, o relacionamento com o Estados Unidos foi descrito como "crucial", sendo reconhecidas algumas "tensões bilaterais" recentes. A relação transatlântica foi vista como "importante" para lidar com os desafios atuais, em especial com a pandemia de Covid-19, segundo comunicado divulgado ontem.

Sobre a Organização Mundial do Comércio (OMC), atenção "especial" foi dedicada à reforma do órgão, levando em conta que a eleição do novo diretor-geral está em aberto. Avanços em áreas como pesca, e a cooperação em meio ambiente e saúde foram sinalizadas. Além disso, ministros apontaram para a igualdade de gênero e o empoderamento feminino como aspectos a constar nos objetivos para o comércio.

No relacionamento com a China, a "assimetria" comercial foi apontada, assim como o foco na parceria sobre desenvolvimento sustentável. O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal afirmou no Twitter que, durante a reunião, "sublinhou que a conclusão de acordos comerciais estratégicos, como o Acordo UE-Mercosul, é fundamental para o futuro da UE. (E.C.) 

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