STF se manisfesta após morte em supermercado

João Alberto foi morto nas dependências do mercado
João Alberto foi morto nas dependências do mercado - FOTO: Divulgação
Em reação ao espancamento de um homem negro até a morte por um segurança e por um policial militar no supermercado Carrefour de Porto Alegre às vésperas do Dia da Consciência Negra, Ministros do Supremo Tribunal Federal foram as redes sociais declarar indignação com o caso.

Para Alexandre de Moraes "o bárbaro homicídio praticado no Carrefour escancara a obrigação de sermos implacáveis no combate ao racismo estrutural". Na mesma linha, Gilmar Mendes, que aderiu a hashtag "#vidasnegrasimportam", publicou que "o episódio só demonstra que a luta contra o racismo e contra a barbárie está longe de acabar."

No Twitter o assunto é o mais comentado. Entre os dez Trend Topics da rede, sete são relacionados ao tema Já o termo "Carrefour" alcançou o primeiro lugar dos assuntos mais comentados no mundo.

O Carrefour Brasil informou que toda a renda das lojas no País de ontem serão revertida para projetos de combate ao racismo. Segundo a empresa, os recursos serão direcionados de acordo com a orientação de "entidades reconhecidas na área."

O Carrefour também reiterou que rompeu o contrato com a empresa que contratava os seguranças envolvidos na morte de João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, ocorrida antes de ontem.

Como mostrou o Estadão/Broadcast mais cedo, teria havido um desentendimento entre a vítima e os seguranças da unidade. Ele teria feito "gestos agressivos" dentro do supermercado, a segurança teria sido chamada e teria conduzido a vítima para o lado de fora, onde ele foi espancado e morto.

O fato gerou manifestações intensas nas redes sociais, tanto por parte de autoridades e ex-autoridades quanto por parte de influenciadores e empresários.

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