Resultado da vacina chega em dezembro

O governo de São Paulo anunciou ontem que os testes clínicos da Coronavac, vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantã, entraram em sua fase final e atingiram o número mínimo de infecções entre os voluntários necessários para a análise de eficácia do produto. A avaliação já começou e deve ter seus resultados divulgados no início de dezembro.

"Esse número mínimo de 61 (infecções no grupo de voluntários) aconteceu na semana passada, nós autorizamos a abertura desse estudo clinico (para saber quantas infecções ocorreram no grupo vacinado e no grupo placebo). Já estamos com 74 casos. A análise dos casos já se iniciou e, portanto, rapidamente, na primeira semana de dezembro, teremos o resultado, que serão remetidas ao comitê internacional", explicou Dimas Covas, diretor do Butantã.

"A expectativa é que, no mês de janeiro próximo, a Anvisa tenha aprovado a Coronavac, e o Instituto Butantã terá a possibilidade de vacinar brasileiros. A celeridade no processo vai permitir que a vacina Coronavac seja a primeira vacina disponível para a nossa população", disse o secretário da Saúde, Jean Gorinchteyn

A Coronavac já havia demonstrado, em outubro, segurança em estudos feitos com voluntários na China e em 6 mil participantes brasileiros.

Na semana passada, a farmacêutica americana Pfizer e a empresa de biotecnologia alemã BioNTech anunciaram que a análise final de seu imunizante demonstrou eficácia de 95%. As empresas submeteram na sexta passada à FDA, agência que regula medicamentos nos EUA, o pedido de autorização para uso emergencial do produto O órgão marcou para 10 de dezembro a reunião que decidirá sobre o aval.

A biofarmacêutica Moderna anunciou que a análise interina dos dados dos testes da sua vacina apontou eficácia de 94%.