Transmissão no país é a maior desde maio

A taxa de transmissão do novo coronavírus (Covid-19) no Brasil nesta semana é a maior desde maio, de acordo com monitoramento do centro de controle de epidemias do Imperial College de Londres, no Reino Unido. O índice passou de 1,10 no dia 16 de novembro para 1,30 no balanço divulgado ontem. A última vez que a taxa de transmissão se aproximou deste patamar no País foi na semana de 24 de maio, quando atingiu 1,31.

Quando ele é superior a 1, cada infectado transmite a doença para mais de uma pessoa. Isso representa o avanço da doença. Para a edipemia em um país ser considerada controlada, a taxa de transmissão precisa estar abaixo de 1. De acordo com os números atuais, cada 100 pessoas contaminadas transmitem o vírus para outras 130.

Há duas semanas, o número ficou em 0,68, o menor valor desde abril. A data coincide com o atraso na atualização de casos e mortes por Covid-19 pelo Ministério da Saúde. Problemas técnicos atrasaram o registro de novos casos e mortes. A pasta reconheceu indícios de um ataque cibernético em seu sistema, mas ainda não há laudo conclusivo.

A média móvel diária de mortes no Brasil ficou em 496. Desde ontem, foram registrados mais 17.585 casos e 344 mortes.

Vacina Sputnik V

A vacina russa Sputnik V apresentou eficácia acima de 95% após a segunda dose, segundo anúncio feito por representantes do governo russo e do Instituto Gamaleya, fabricante do imunizante. Com apenas uma dose, a eficiência é de 91,4%.

A vacina é aplicada em duas doses, com intervalo de 21 dias. Os resultados foram obtidos com base na análise de dados de 18 794 voluntários, que receberam as duas doses da vacina (ou do placebo).

Ao todo, 40 mil voluntários participam da análise de fase três.