Sincomércio é pessimista em relação à Black Friday

Apesar da estabilização no número de novos casos e a consequente flexibilização no Plano São Paulo de Retomada Econômica, que levou a região para fase verde, a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) ainda gera um cenário de incertezas ao comércio sobre as vendas de fim de ano. No próximo dia 27 ocorre a Black Friday, data que vem se tornando a cada ano mais importante para o setor comercial.

Enquanto o Sindicato do Comércio Varejista de Mogi das Cruzes e Região (Sincomércio) e a Câmara de Dirigentes Lojista de Mogi das Cruzes (CDL) estimam uma redução de até 30% para as vendas na Black Friday no próximo dia 27, a Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC) calcula uma alta de 3% na comparação com o ano passado.

De acordo com Valterli Martinez, presidente do Sincomércio, neste ano, em decorrência da pandemia, as vendas da Black Friday deverão ser até 30% menores. "Mesmo com a retomada da economia nos últimos meses, as vendas ainda estão muito abaixo do que registramos em 2019. Em relação à Black Friday, as vendas poderão ser até 20% a 30% menores", avaliou.

Martinez acredita que essa retração deverá ser causada por conta de uma menor movimentação de consumidores, devido às medidas de isolamento e distanciamento, que visam mitigar a disseminação do vírus. Outro motivo apontado pelo presidente é a falta de mercadorias e consequente aumento do custo de vendas para os lojistas.

Para minimizar o impacto negativo, o Sincomércio recomenda que as lojas antecipem as vendas por meio de ferramentas online. "A internet deverá superar as vendas relativas do ano passado, como já vem ocorrendo nos meses anteriores. É importante que os consumidores prestigiem o comerciante local para fomentar a economia de nossa região e trazer de volta os empregos", completou Martinez.

ACMC

Já a ACMC tem estimativa positiva sobre a Black Friday. A associação espera uma alta de até 3%. A entidade acredita que, além da data mobilizar o comércio de diversos setores, as promoções deverão se estender para além do dia 27.

"Mesmco com restrições impostas pela Plano São Paulo na capacidade de atendimento ao cliente, o comércio já está praticamente funcionando no horário normal e a expectativa é de um movimento maior durante a Black Friday. Muitas lojas também estão preparadas para atender o consumidor de forma online", enfatizou Fádua Sleiman, vice-presidente da
ACMC. (L.K.)