Central de Polícia Judiciária será inaugurada amanhã

Devolver o policial militar às ruas o mais rápido possível para tentar diminuir os índices criminais em Mogi das Cruzes. Essa é a proposta da Central de Polícia Judiciária, que será inaugurada amanhã, em um prédio na avenida Fernando Costa, 88, no centro. O novo espaço irá funcionar no térreo, enquanto na parte superior serão instaladas a Delegacia de Investigação Sobre Entorpecentes (Dise) e o Setor de Investigações Gerais (SIG), que funcionavam na Delegacia Seccional.

O delegado-assistente da Seccional de Mogi, Júlio Vaz, informou que o atendimento especializado, promovido por cinco equipes de policiais civis, deve trazer mais agilidade na elaboração de flagrantes trazidos pela Polícia Militar e Guarda Civil Municipal (GCM). "Eles vão levar os casos direto para a Central de Polícia Judiciária, e lá mesmo já será feita a comunicação à Justiça e ao Ministério Público. Somente se houver necessidade da continuidade da investigação é que o caso será remetido para a delegacia responsável pelo local do evento", disse o delegado. O novo local ainda contará com celas maiores para presos em trânsito e espaço maior para atendimentos das equipes policiais.

Para Vaz, esse processo deve abreviar o tempo de espera das forças policiais em casos de flagrantes. "Com um pessoal especializado, que está sendo treinado para isso, esperemos que o policial militar, ou o GCM, possa retornar o mais rápido possível para as ruas para fazer o policiamento extensivo", destacou.

A central irá implicar em algumas mudanças das quatro delegacias de Mogi, mais especificamente o 1º e o 2º Distrito Policial. De acordo com o delegado, não haverá mais PMs ou GCMs, além de policiais rodoviários e ferroviários, apresentando flagrantes, logo esses DPs estarão livres para a população registrar boletins de ocorrência. Outro ponto é que as delegacias localizas no Parque Monte Líbano e Braz Cubas funcionavam somente em horário comercial durante a semana. "O morador que, eventualmente, precisa registrar um crime de furto ou qualquer outro, não precisará mais esperar pelo término do flagrante, mas terá de fazer isso durante horário de expediente", explicou.

A criação da central não altera os serviços prestados pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). "Isso não muda porque é uma delegacia especializada, os casos continuarão a ser apresentados lá", definiu Júlio Vaz.

A proposta, por enquanto, só valerá para Mogi. Há a expectativa de que o serviço seja instalado, também, em Suzano, mas vai depender de avaliações feitas em Mogi.