Contaminações e mortes pela Covid-19 aumentam na região

A curva de contágio e óbitos causados pelo coronavírus (Covid-19) nas cinco cidades mais populosas do Alto Tietê apresentou um aumento de 15% e 115%, respectivamente, do início deste mês até a noite de ontem, de acordo com os dados divulgados pelo Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) e pelas prefeituras. Do dia 1º ao 9 deste mês, Mogi das Cruzes, Ferraz de Vasconcelos, Suzano, Itaquaquecetuba e Poá somaram 1.127 novas confirmações da doença e 13 novas mortes. Após nove dias, surgiram outras 1.298 confirmações e 28 falecimentos.

Até o início da semana passada, o Condemat contabilizou 225 mogianos que receberam diagnósticos positivos para a Covid-19 desde o dia 1º, e outras sete que não resistiram às complicações do vírus. Dentro do mesmo período de nove dias, do dia 10 até ontem, a quantia evoluiu para 467 confirmações e 14 óbitos. Percentualmente o aumento foi de 107% dos casos e 16% dos falecimentos.

Já em Itaquá, foram somados 103 casos do novo coronavírus e quatro mortes, do dia 1º ao 9 deste mês. Desde o dia 10, até a noite de ontem, outras 117 confirmações e quatro mortes ocorreram, resultando na elevação de 13% nos diagnósticos positivos.

Em Suzano, a elevação percentual de uma semana a outra foi de 32% em casos da doença, já que os números subiram de 223 para 295 confirmações de um período ao outro. As mortes em decorrência do coronavírus passaram de zero para quatro, também do dia 1º ao 9 e, depois, do dia 10 até ontem.

No município de Poá, até o início da semana passada, o Condemat contabilizou 58 moradores que receberam diagnósticos positivos para a Covid-19, desde o dia 1º, e nenhuma morte. Do dia 10 até ontem, a quantia evoluiu para 77 confirmações e cinco óbitos. Percentualmente o aumento foi de 32% dos casos.

Apenas Ferraz apresentou uma diminuição no número de casos, quando as confirmações diminuíram de 259 para 171 e a quantidade de mortes foi mantida, de um óbito em ambas as datas.

Apesar do benefício aos setores econômicos e turísticos, por exemplo, a região pode sofrer uma segunda onda da Covid-19 em resultado da flexibilização e do aumento da exposição de pessoas nas ruas e estabelecimentos. O retrocesso já ocorre em outros continentes, como o europeu, que obteve primeiro pico da doença em março e o segundo oito meses depois.

Por este motivo, os especialistas e o Ministério da Saúde alertaram para a necessidade de continuar seguindo os protocolos de prevenção da doença. Embora questionada, a Secretaria de Estado da Saúde não informou os dados de ocupação nos hospitais da região.

Mortes de ontem

Nas últimas 24 horas seis pessoas morreram em razão da doença. Duas em Itaquá, duas em Poá, uma em Suzano e uma em Mogi.