Civil inaugura Central da Polícia Judiciária em Mogi das Cruzes

A Central de Polícia Judiciária de Mogi das Cruzes foi inaugurada ontem. A nova base deverá centralizar os esforços da Polícia Civil, Militar e Guarda Civil Municipal (GCM) no combate ao crime na região. A estrutura foi estabelecida em um trabalho conjunto do Estado de São Paulo por meio da Polícia Civil e a Prefeitura de Mogi.

De acordo com delegado seccional da Polícia de Mogi das Cruzes, Jair Barbosa Ortiz, um dos principais objetivos da nova central é alcançar uma diminuição de crimes na região. "Com essa centralização conseguiremos agilizar as prisões em flagrante proporcionando velocidade no retorno dos policias para rua e maximizando o tempo de policiamento ostensivo. Além disso, as investigações também começarão aqui e os autores serão presos mais rapidamente", declarou.

O secretário municipal de Segurança Pública, Paulo Roberto Madureira Sales, esteve presente para conhecer as instalações e explicou a participação da Prefeitura no estabelecimento. "A Prefeitura sempre trabalhou em conjunto com a Polícia Civil e Militar e nesta central a locação do prédio está sendo custeada pelo Executivo municipal. É uma estrutura necessária e urgente porque o nosso 1° DP está estrangulado, a cidade cresceu e o número de incidências criminais naturalmente aumentou", disse.

A estrutura é composta por um amplo salão de recepção para prestar atendimento ao público que tenha sido vítima de algum crime e precise registrar seu boletim de ocorrência. O atendimento será realizado 24 horas mediante controle por senhas para dar celeridade ao processo ao contrário do que ocorria ordinariamente em outras bases.

O ambiente também possui uma entrada lateral separada da recepção, individual e isolada para conduzir os suspeitos. A Central terá capacidade de atender até dez flagrantes simultaneamente, apesar dessa quantidade ao mesmo tempo jamais ter sido registrada, segundo Ortiz.

No interior da central, como é de praxe, um espaço é reservado para identificação dos presos e até cinco celas poderão manter os indivíduos enquanto aguardam transferência para o sistema prisional. As celas são individuais e exclusivas de acordo com o sexo e a idade, contemplando suspeitos adultos do sexo masculino e feminino, transgêneros e adolescentes também separados em masculino e feminino.

No andar superior do prédio funcionará a Unidade de Inteligência Policial, Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) e a Delegacia do Patrimônio. O delegado Ortiz esclareceu que o benefício das unidades centralizadas no mesmo local será um facilitador para inicio das investigações que devem começar imediatamente assim que o flagrante for registrado.

*Texto supervisionado pelo editor.