CEI realiza hoje terceira parte dos interrogatórios

A Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara de Vereadores dá início hoje aos interrogatórios referentes à terceira parte da denúncia do Ministério Público (MP) sobre empresas e vereadores supostamente envolvidos em corrupção.

A partir das 8 horas será ouvido o dono da empresa São Francisco, Pablo Bezerra, denunciado pelo Ministério Público pela suspeita de ter sido beneficiado em um acordo entre a Prefeitura de Mogi e a organização social Fundação ABC, gestora do Hospital Municipal.

A programação da CEI também determinou que os secretários municipais de Gestão, Marcos Regueiro, e de Saúde, Henrique Naufel, além de representantes da Fundação ABC, também sejam ouvidos hoje.

A Promotoria sustenta que a São Francisco Serviços Médicos foi escolhida pela Fundação ABC para gerir a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Central em Santos, como compensação pelo fato do vereador Francisco Bezerra (PSB) - pai de Pablo, que há época era secretário municipal de Saúde - ter contratado a Fundação para gerir a principal unidade de saúde municipal.

Entre 8h30 e 9h30, os secretários municipais de Gestão e de Saúde serão ouvidos. A partir das 9h30, será a vez dos representantes da Fundação ABC.

Semana passada

Em depoimento prestado à CEI na semana passada, a empresária Carla Salvino Bento, proprietária da empresa de segurança privada investigada, que firmou contrato com o Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae), disse não ter conhecimento sobre as relações de José Pedro Beraldo, considerado por ela como seu funcionário de confiança, e o vereador Mauro Araújo (MDB). Ela ainda alegou que os valores depositados pelo parlamentar para sua empresa se tratavam de empréstimos para o pagamento da folha de salário, que foram quitados no mesmo mês do recebimento das quantias.

Antes disso, o grupo finalizou o relatório parcial sobre os trabalhos realizados até o momento relacionados aos projetos 50/2018 e 110/2019, de autoria da Prefeitura de Mogi das Cruzes, sobre o parcelamento do solo e uso e ocupação do solo; além de outros dois de autoria do vereador Antonio Lino (PSD), 110/2019 e 163/2019, que tratam sobre o parcelamento do solo urbano.

O relatório parcial aponta que os vereadores que aprovaram a lei na Câmara Municipal não tinham conhecimento de possíveis vícios que os projetos poderiam possuir e que a Prefeitura, autora de boa parte dessas proposituras, seguiu toda a legislação necessária.