Especialista compara data no Brasil e nos Estados Unidos

Comerciantes dos mais variadores segmentos promovem amanhã a Black Friday. A data promete promoções e mega descontos em vários tipos de produtos e serviços, mas o consumidor precisa ficar atento para não cair em 'pegadinhas'. Para tal, a atenção na hora da compra deve ser maior para evitar fraudes.

Segundo o doutor e mestre em Direito, presidente do Instituto Nacional de Direito do Consumidor (INADEC) e vice-presidente da Comissão de Direito do Consumidor da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)-SPN, Arthur Luis Mendonça Rollo, existem duas grandes diferenças entre a Black Friday norte-americana e a brasileira. "A primeira é de ordem tributária. O comerciante brasileiro não consegue dar os mesmos descontos que ocorrem lá, porque quando ele vai dar o desconto o imposto já incidiu sobre o produto. No caso dos Estados Unidos, o tributo só incide sobre o valor pago no caixa", explicou.

Rollo informou que o calendário de compras e vendas nos dois países são bem diferentes. "A Black Friday nos EUA antecede um dos maiores feriados norte-americanos, o Dia de Ação de Graças, portanto, o lojista realmente está renovando seu estoque. Aqui no Brasil, essa queima de estoque só ocorre em janeiro, depois do Natal, quando as promoções mais atrativas ocorrem com os produtos que encalharam nas lojas", completou.

O especialista em Direito do Consumidor confirma que, influenciados pela popularidade da data, muitos comerciantes brasileiros promovem promoções atrativas, mas para não cair em fraudes os consumidores devem dar a devida atenção às promoções e pesquisar antes da compra.

"O consumidor deve pesquisar se o desconto vale a pena. Esse processo pode ser facilitado por sites especializados na comparação de preços. O comprador online possui o direito de arrependimento, valido por 7 dias a partir do momento do recebimento do produto. Dentro desse prazo, o cliente pode solicitar a devolução do dinheiro", alertou Rollo.

*Texto supervisionado pelo editor.