Comissão Especial da Câmara ouve o segundo denunciado

A Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara Municipal ouviu ontem o segundo denunciado pelo Ministério Público (MP) por suposta corrupção dentro do Legislativo. O dono da empresa São Francisco, Pablo Bezerra, denunciado pela Promotoria pela suspeita de ter sido beneficiado por um acordo entre o Executivo mogiano e a organização social Fundação ABC, gestora do Hospital Municipal de Mogi das Cruzes, alegou ontem pela manhã que o contrato de sua empresa, em Santos, foi assinado em 2018 e a Fundação ABC assumiu o HMMC somente em 2019, o que impossibilitaria a troca de favores.

A Promotoria sustenta que a São Francisco Serviços Médicos foi escolhida pela Fundação ABC para gerir a UPA Central em Santos como compensação pelo fato do vereador Francisco Bezerra (PSB) - pai de Pablo e que na época era secretário municipal de Saúde - ter contratado a Fundação para gerir o principal equipamento municipal.

"Não existe essa relação de repasses (apontada pelo MP). Se tratava de empréstimos que contraía com a empresa do Mauro Araújo (MDB) para pagar a folha de salário", completou Bezerra.

Depois de Pablo, o secretário de Gestão, Marcos Regueiro, também foi ouvido pela comissão. Ele falou da lisura do processo de licitação, comandado por uma equipe técnica da Prefeitura responsável apenas por licitações com organizações sociais.

Na próxima semana, os vereadores denunciados pelo MP serão ouvidos na Casa.

Em depoimento prestado à Câmara na semana passada, a empresária Carla Salvino Bento, proprietária da empresa de segurança privada investigada que firmou contrato com o Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae), disse não ter conhecimento sobre as relações de José Pedro Beraldo, considerado por ela como seu funcionário de confiança, e o vereador Mauro Araújo.

Antes disso, o grupo finalizou o relatório parcial sobre os trabalhos realizados até o momento relacionados aos projetos 50/2018 e 110/2019, de autoria da Prefeitura de Mogi das Cruzes, sobre o parcelamento do solo e uso e ocupação do solo; além de outros dois de autoria do vereador Antonio Lino (PSD), 110/2019 e 163/2019, que tratam sobre o parcelamento do solo urbano.

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