Condemat analisa possívelvolta à fase amarela do plano

Em meio a um novo aumento dos casos confirmados e, principalmente, de internações por Covid-19, o Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) se mobiliza para conseguir a prorrogação do decreto nacional de calamidade pública para 2021. Os gestores também estão empenhados nas ações para conter o avanço da contaminação pelo vírus e aguardam, com expectativa, a atualização do Plano São Paulo na segunda-feira, que pode definir o retrocesso da região para a fase amarela. O Estado tem reunião agendada para hoje para tratar do assunto.

Para a direção do Conselho de Prefeitos, o eventual retrocesso neste momento, às vésperas de uma das principais datas para a economia, vai gerar grande impacto negativo nos municípios. "Estamos numa curva ascendente de casos confirmados, o que já levou o governo do Estado a adotar algumas medidas, como a suspensão das cirurgias eletivas. Mas sem o suporte dos hospitais de campanha e com o aumento das internações, voltamos a uma situação preocupante na capacidade de leitos para atender a demanda", avaliou o presidente do Condemat, prefeito Adriano Leite.

Um retorno para a fase amarela implicará na redução do horário de funcionamento dos estabelecimentos comerciais e de serviços, assim como na diminuição em 20% da capacidade de atendimento e restrições em algumas atividades de cultura e lazer. Desde 10 de outubro, quando o Alto Tietê passou para a fase verde e o Estado voltou a reunificar as sub-regiões da Grande São Paulo, o funcionamento das atividades comerciais foi liberado para 12 horas.

A unificação das regiões pode ser um fator negativo ao Alto Tietê. O ABC vive um momento crítico na Saúde, com alta nos índices de Covid, o que levaria a região, como um todo, de volta à fase amarela. Há, inclusive, fontes da Saúde que apontam a necessidade de retorno à fase laranja, mas que deve ser evitada para não gerar caos.

"O cenário visto na Europa e a alta nas estatísticas a partir da segunda quinzena de outubro sinalizam para a necessidade de nova revisão das medidas de controle da pandemia e vamos continuar precisando do esforço de todos", ponderou.

Nos últimos 14 dias, o Alto Tietê registrou 50% de alta nos casos positivos e de óbitos por Covid na comparação com os 14 dias anteriores. As internações subiram mais de 100% nos últimos sete dias e a taxa de ocupação nos leitos de UTI é superior a 52%, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde.

A direção do Condemat tem pleiteado que o Estado volte a liberar o acesso dos gestores municipais ao Censo Covid BI, que é a fonte matriz das estatísticas e permite a visualização dos dados do Departamento Regional de Saúde-1. "Isso é fundamental para a definição de novas estratégias de enfrentamento da pandemia e a organização regional na rede hospitalar", argumentou Adriana Martins, coordenadora da Câmara Técnica (CT) de Saúde.

A Secretaria de Saúde de Suzano esclareceu que vem monitorando os índices de casos de Covid-19 e por enquanto as variações não apontam para mudança de fase. "Há alguns indícios de uma leve alta, mas que devem ser confirmados nas próximas semanas com a avaliação da média móvel de novos casos", acrescentou. Embora questionada, a Prefeitura de Mogi das Cruzes não se posicionou ontem, antes do fechamento desta edição.

 

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