Mogi recupera 70% do emprego formal perdido na pandemia

Mogi das Cruzes já recuperou cerca de 70% dos empregos formais perdidos na cidade entre abril e junho, durante o período de maior impacto das medidas adotas para controle da pandemia de coronavírus (Covid-19) que resultou em mais demissões do que contratações no município.

Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), de dez postos de trabalhos fechados no período, sete já foram reabertos e estão com profissionais em atividade. Entre abril e outubro foram fechados 4.146 pontos de trabalho formal, ao passo que 2.957 foram criados. Isso significa que há ainda 1.189 vagas que foram extintas durante a pandemia e que podem ser reabertos se a economia avançar.

Quando considerado o mês de março, momento em que a pandemia não era responsável diretamente por tantas demissões quanto nos meses seguintes, o número de recuperação de empregos com carteira assinada cai para 50%. No mês que encerra o primeiro trimestre, 1.679 postos foram fechados, o segundo pior mês do ano, atrás apenas de abril.

Em outubro, Mogi registrou o melhor saldo entre admissões e desligamentos do ano, com 860 postos de trabalho gerados. Foram registradas 3.955 contratações no período e 3.095 demissões. Quando comparados com outubro do ano passado, o aumento na quantidade de empregos criados é de 245%, já que em 2019 o saldo ficou positivo em 249 novos postos de trabalho com carteira assinada. Vale ressaltar que parte destes empregos gerados neste ano são oriundos do fechamento de vagas de trabalho nos meses anteriores causado pela pandemia.

Para o diretor do Departamento de Desenvolvimento Econômico e Social da Prefeitura, Cláudio Costa, a retomada acelerada da geração de emprego não é encarada com surpresa pela administração municipal, já que, em contato com as empresas, já havia tal projeção para os demais meses.

"A gente esperava uma retomada em 'V', que é representada no gráfico como uma queda grande e uma retomada no mesmo nível na sequência", explicou, "as empresas, indústrias da nossa cidade fizeram movimentos positivos, além disso, o auxílio emergencial na cidade também movimentou a economia", completou.

Segundo o diretor, o fato das indústrias instaladas em Mogi demitirem menos do que a média nacional e estadual também foi determinante para que menos pessoas ficassem sem empregos neste período da pandemia. "No Brasil, do total de demissões, 19% foi da Indústria; no Estado, 21%. Em Mogi esse índice foi 8%, por conta do contato que temos com as empresas", justificou Costa.